Politicamente Correto e Peter David(isso vai dar uma treta!)

Eu estava vendo toda essa conversa sobre o casamento gay nos x-men e tudo mais,como se isso fosse algo “moderno” ou “liberal” quando na verdade é caricato como a maioria das coisas politicamente corretas de hoje em dia,veja Peter David dês de 2006 ele tem escrito talvez uma das melhores Hqs da Marvel que provavelmente só eu devo ler chamada x-factor (cuja nova fase vai ser cancelada),provavelmente porque para começar ninguém usa colante,ela tem varias coisas boas mas vou focar aqui em uma delas apenas.

Na HQ tem um personagem chamado Rictor,um mutante que perde seus poderes após os eventos do dia M em que a feiticeira escarlate teve uma super TPM e tirou os poderes de quase todos os mutantes(fora os x-men é claro) mais uma mega saga inútil da Marvel,bom Rictor estava suicida,expulso dos x-men e sem emprego até que Madroxx oferece a ele um emprego na X-factor investigações,especializadas em casos envolvendo mutantes,bom até ai nada demais,mas a forma que Peter David escreve faz dele um personagem humano e carismático(como todo mundo da x-factor),Rictor é Gay mas ele não fica anunciando para todo mundo e nem é um cara totalmente politizado da causa gay,nem é afeminado,nem conhece sobre moda ou coisas assim,ele simplesmente se sente atraído por outros caras e isso é uma parte dele,bem como Bruce banner ser hetero,isso não influencia na historia é parte dos personagens forçadamente,apesar disso ele acaba com varios clichês dos quadrinhos,series e filmes,ele então arruma um namorado,tem ciúmes do cara,tem um relacionamento cheio de altos e baixos mas comum,diferente de como é normalmente representado nas HQs.

Entenda Peter David não é gay,mas ele consegue escrever uma HQ normal sobre relacionamentos comuns,apesar dos super poderes e tudo mais,sempre critico as pessoas que dizem  “só gays  podem escrever sobre gays sem ser ridículo" entre outras conversinhas moles(Neil Gaiman manda lembrança para esse povo),na verdade  o mais necessário é ser um bom escritor e entender o universo em que o personagem está, apenas isso é necessário para escrever uma boa historia ,parece fácil mas ser um bom escritor não é moleza e nem humanizar personagens (mesmo que sejam personagens considerados "padrão" personalidade de joelho das hqs),  o caso do casamento gay da Marvel do estrela polar por exemplo foi totalmente clichê  e serve apenas para vender revistas dizendo serem modernos mas foi uma historia sem conteúdo ao contrario do relacionamento do x-factor entre Rirctor e Shatterstar ,antes do Rictor teve o meia noite e apolo na dc (que agora nos novos 52 estão bem toscos)e o John constantine bissexual também na Dc pelo extinto selo vertigo que foi apagado pela patrulha do politicamente correto nas hqs,alem de vários personagens bem escritos,mas o Rictor foi o melhor personagens gay que já vi escrito (podem me dar voadoras por isso se quiserem),mas deve ser difícil fazer isso especialmente hoje em dia,onde parece que os personagens tem que ser politicamente correto,clichê e cheio de discurso sobre a modernidade o que é um pé no saco(todo o tipo de discurso de qualquer tipo enche o saco),pessoas são apenas pessoas,independente da opção sexual,está na hora das HQs aprenderem isso e parar de lançar HQs toscas como  aquele lance do ultiverso do colossus e o noturno serem gays que foi a coisa mais imbecil que eu li onde mudaram a orientação sexual de um personagem só para tentar vender ou a má fadada reformulação do Alan Scott.
Não é a primeira vez que peter david faz um personagem humano que sofre preconceito (me lembro da historia do Hulk de peter david onde o melhor amigo do hulk que não é o rick jones tem aids e é uma ótima historia e cheia de humanidade que vai ficar para outra postagem),não sei  como normalmente as pessoas se comportam não sou gay e nem “normal”,afinal como todo nerd sou meio autista e tenho dificuldade em compreender a sociedade e o mundo em que eu vivo , tenho amigos de todos os tipos e fico puto com os estereótipos que são as vezes impostos para eles até mesmo pelas próprias pessoas que se dizem sem preconceito  e que lutam por essas causas.

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