Opinion Zone : Pluto

Fala queridos leitores. Depois de mais uma semana  com grandes notícias no mundo do entretenimento, as quais eu não li nenhuma, venho-lhes trazer mais uma resenhazinha da massa de uma coisa que eu andei lendo esses dias. A obra em questão em uma obra do mangaká Naoki Urasawa feita baseada em um arco de histórias do Astro Boy, do lendário Osamu Tesuka. Para um melhor entendimento, se parece com um daqueles livros do Sidney Sheldon publicados postumamente mas que foram escritos pela Tilly Bagshawe. Enfim, deixem seus corpos humanos para trás antes de entrar na armadura que usaram para ler essa resenha.



A história se passa em um mundo futurístico onde humanos e robôs convivem de forma comum e o desenvolvimento da robótica em criar inteligências artificiais avançadas o suficientes para simular emoções humanas. Nesse ambiente, os robôs mais poderosos do mundo e seus criadores começam a ser caçados exterminados por algum tipo misterioso de ser. O caso é investigado pelo detetive Geischt, robô detetive da Interpol designado para investigar esse caso e que também é uma das potenciais vítimas. Dentro disso dito é exposta toda uma rede de intrigas e conspirações a figura do Deus da Morte romano vem sempre se evidenciando.



É um mangá investigativo, que mantém um clima de suspense quanto não só o mistério dos assassinatos em questão como também também do passado dos personagens, tanto humanos como robôs. Além disso, existe toda uma trama política envolvendo o governo dos Estados Unidos da Trácia que que invadiram de forma duvidosa o reino da Pérsia (qualquer referência a vida real é mera coincidência). O suspense da trama e as reviravoltas nela existente são muito bem orquestrados.



Os personagens são muito bem trabalhados, em sua maioria. Fica uma ressalva para uma dupla de personagens que acaba não aparentando ter tanta utilidade para a conclusão da história, mas o autor conseguiu retrabalhar com esse deslize. O destaque vai para todos os robôs, que são quase todos muito bem desenvolvidos, ainda que sejam pouco desenvolvidos. O porque disso será explicado no parágrafos adiante.

O melhor ponto do mangá fica com relação a carga emocional. Sim, o emocional é a melhor coisa em um mangá sobre robôs e é justamente por isso que a obra se destaca. Urasawa faz o leitor se emocionar por esses seres que apenas emulam as emoções humanas, mas emulam de uma forma que nem eles podem distinguir se aquilo é real. Os robôs sentem luto, raiva, amam, têm remorso, têm compaixão muito mais que vários humanos da obra e são também ternamente amados por outros humanos. A linha que separa um robõ de um humano se torna algo tão tênue que não se pode mais distinguir-la a olho nu. O melhor exemplo disso será no arco do robô North 2, ainda no começo da obra.



Talvez isso tudo não seria possívle não fosse o ótimo trabalho de Urasawa em retratar feições. Quem leu Monster ou 20th Century Boys sabe da qualidade do autor, mas reitero aqui que o traço dele está muito bom e principalmente na hora de retratar as emoções. E como diria o rei, são muitas emoções! São cenas que não somente criam o clima de suspense como também fazem com que a pessoa que está lendo dê aquela suada pelos olhos, onde os ninjas com shurikens de cebola atacam.



Se não ficou claro, esse é um mangá que deveria ser lido por todo homem, por toda criança brasileira. Se você não conhece muito sobre mangás, esse é um bom ponto para quem quer começar a ler mangás e fica reclamando feito um chato de que quer coisas maduras. É uma ótima experiência de leitura e tem muitas chances de emocionar o leitor. Fazendo aqui também um comentário rápido sobre a questão das referências ao Astro Boy que a obra contém: como eu não merda nenhuma sobre Astro Boy não pude identificar as várias referências sobre a obra original aqui contidas, mas elas não são essencial para que se goste da obra; aliás, para o autor desse escrito o Astro Boy só vai realmente aparecer no final. Comentem suas sugestões, críticas e etc nos comentários e até o próximo post.


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