As ilusões Nerds



Lembra quando dizíamos que era "Um bom momento para vender produtos nerds, mas não para ser um nerd"? Bom recentemente uma polêmica voltou ao ar agora sobre o monopólio das distribuidoras de revistas nacionais que pode matar o mercado de bancas de revistas.

Veja a ironia da situação, isso não é uma novidade, está ai a fusão das empresas em 2007, porem estava sob analise judicial do CADE se era ou não era monopólio, afinal ter o controle de 99 por cento de um mercado não é monopólio né? Bem de qualquer forma vi muitas pessoas que levam o entretenimento a sério comemorando o fato de que os quadrinhos estavam ficando exclusivos nas livrarias e comicshops, dizendo que eles estavam sendo levados a sério, que as bancas eram o local para coisas menos relevantes, quando na verdade isso era o sintoma de um câncer que estava crescendo em um dos momentos mais importantes quando a mídia estava em destaque na nossa sociedade.


Hoje no Brasil já é difícil ter o material de qualquer tipo ser distribuído, pois a maioria não chegam as bancas do interior do Brasil, ficando exclusivas para as grandes capitais do país, agora com esse monopólio esse controle pode ainda ser mais prejudicial para quem vende em banca, as grandes editoras que são reféns disso não vão dizer nada, imagina as menores que começaram a nascer nesse mercado, se não houver distribuição como poderão fazer com que seu produto chegue ao seu consumidor?

Quando nos EUA algo semelhante aconteceu quando a Diamond ficou com o monopólio da distribuição, os quadrinhos em bancas praticamente sumiram pelo fato desse controle da distribuição de lucro do dono da banca e da distribuidora ser muito injusto, ai restou somente as livrarias e comicshops (que apesar dos quadrinhos na mídia cada vez mais estão morrendo lá também), isso gerou uma queda nas vendas dos quadrinhos americanos que ainda hoje é sentida, nada hoje se vende comparado aos anos 80 e 90, por exemplo.

Se antes o mercado Brasileiro tinha um trunfo nunca explorado que eram as bancas de revista que ajudavam a escoar o mercado, agora trunfo nunca usado pode sumir por mais um daqueles jeitinhos brasileiros que estamos tão acostumados.

Se realmente os quadrinhos ficarem restritos nas livrarias por aqueles preços absurdos ao invés das bancas de revista vai mais uma vez perder mais uma oportunidade que acontece em tempos em tempos de quando o mercado fica em evidencia na nossa sociedade, quando poderíamos estar realmente criando um mercado de quadrinhos brasileiros.

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