Conto: Na Floresta Escura - Final

Capítulo 12 – Conflito na Cidade da Floresta

O grupo estava pronto para atacar. Perto dali, Ariosto travava um combate desleal contra a criatura. O grupo se preparava para atacar, quando subitamente um som veio do lado externo dos muros.

-Iêê-Iêê!! - a voz era reconhecível. A ruiva havia voltado.

Isso não era parte do plano, ma serviria como distração. Algo bateu com força no muro. Algo barulhento e forte.

-Queime! Queime os povos malditos! - Isabel gritava como nunca.

Os bravos olharam um enorme dragão de pele avermelhada cujas asas haviam sido cortadas há muito tempo subir pelos muros e entrar na cidade.

-Um dragão! Um dragão! Precisamos sair daqui! Agora! - Lamar estava assustado como nunca.

-As asas... alguém as cortou. Provavelmente aquela vadia. - Vaughan disse.

O dragão rapidamente começou a cuspir fogo sobre as casas. O desesespero se espalhava e os arqueiros chegavam para atacar a fera. Vaughan correu no meio de toda a confusão e foi para o salão principal. Alguns homens da floresta que estavam lá vieram para cima dele e o atacaram com espadas de aço tão mal trabalhadas que pareciam feitas de pedra. Rapidamente o cavaleiro passou por eles, derrubando um a um e se aproximando de uma enorme gaiola, onde um homem estava deitado, indefeso e desprotegido. Vaughan quase não reconheceu seu rei.

-Majestade... eu e meus amigos vemos resgatá-lo. -lá fora, o som do conflito com o dragão.
-Vaughan... Vaughan, meu amigo... obrigado... veja... é tudo tão lamentável. Eu sou o rei. Eu governo sobre tantos. Mas no fundo... sou apenas isso.. um homem... estou preso aqui... estou à mercê deles. De que me adianta tudo o que tenho agora?! De que me adianta governar tanta gente?! - O rei estava inconsolável.

-Precisamos tirá-lo daí. Sabe onde guardam a chave?

-Ali... perto do dente de troll. - apontou para o trono. Havia um colar feito com cipós e algo grande e feio que parecia ser um dente.

Vaughan foi até lá e ouviu um som de passos fortes atrás de si. Uma voz rouca e maigna falou:

-Então foi você. Você é o homem que trouxe ruína a este vilarejo. O homem que trouxe um dragão. Podemos não ter de bater em retirada por causa do dragão, mas é você a quem eu destinarei minha raiva!

Vaughan se virou viu um enorme homem. De pele verde e cascuda, armadura feita de ossos de animais, talvez leões. Ele corria para cima do cavaleiro, com ódio no olhar e um machado em mãos. Vaughan lutou. Se esquivou e pegou o colar, dando uma espadada na armadura do homem da floresta em seguida. O homem deu duas machadas que partiram o trono. Vaughan por um momento viu uma oportunidade, no momento m que o machado desceu ao trono. Fez sua espada voar. Cruzou o salão e entrou pela nuca da criatura, fazendo-a ir ao chão.

-Majestade! -chegaram então, os outros bravos naquele salão, inclusive Ariosto, muito ferido.

Vaughan abriu a gaiola e tirou o rei de lá. Em seguida, pegou sua espada. E conduziu o grupo até fora do salão. Wallace carregava o rei. Do lado de fora, o caos havia se instaurado. Os homens da floresta eram destroçadospelo dragão até que perceberam que suqa única alternativa seria correr.

O grupo rapidamente se esgueirou par fora daquela confusão, deixando-os para resolverem seus problemas. Agora tudo o que precisavam era sair da floresta escura.


Caminharam o suficiente para se afastarem dos confitos. Podiam ouvir os gritos dos homens da floresta, fugindo desesperados. Aos poucos foram se sienciando. Tudo parecia ficar ais tranquilo. Após umas horas de caminhada, pararam perto de um rio que corria discretamente, quase tapado pelas plantas. Haviam muitas sensações misturadas. Alegria por salvarem seu rei. Esperança por apenas terem que sair da floresta. Medo de não conseguirem. Tudo o que podiam fazer, após um merecido descanso, era continuar andando, esperando que outra fera não mais os atacassem. De vez em quando era possível ainda ouvir o som do dragão Parecia soltar rajadas de fogo seguidas de gritos. Estava caçando a mando de Isabel e eles eram os perseguidos. Por sorte do grupo, tudo o que o dragão encontrava eram os habitantes selvagens daquela floresta.

-Majetade... alguém mais sobreviveu? - Wallace perguntou ao rei.

-Ninguém. Aqueles homens sabiam que eu era. Não queriam que ninguém se atravesse a tentar me salvar, por isso eliminaram todos. Por sorte, vocês não estavam lá.

-Majestade, descanse. -disse Vaughan - Tudo o que precisamos agora é sair deste lugar. É bom poupar energia.
Conforme o tempo passava, tinham a certeza de que estavam mais perto da saída. Um dia, enquanto caminhavam, algo entrou pelo topo das árvores. Algo pequeno, mas que mostrava que estavam no caminho certo. O pequeno feixe de luz cruzava a floresta de alto a baixo, como uma linha traçada por mãos humanas.

-É tão bonito... - disse Lamar.

-Nunca vi um feixe de luz brilhar tanto. - falou Vaughan.

-O Sol não é tão forte aqui como é lá fora. Por isso a vida nesta floreta segue outra linha. - disse Wallace. - Ao mesmo tempo que o Sol é forte para uns, para outros representa esperança, felicidade... tudo depende de que ponto você olha para ele.

-Mas principalmente, ver a luz é uma confirmação de que estamos no caminho certo. O caminho que trilhamos, antes em escuridão, agora se mostra verdadeiro. - faou Ariosto.

Aos poucos, pouco a pouco, eles foram se tornando mais comuns. E então, finalmente chegou o dia em que todos colocavam suas esperanças.As luzes atravessavam a floresta, que agora já não era escura. As árvores passaram a se espaçar.

Após muito camnhar, a floresta já não era uma adversária a era vencida. Era passado. O passado que lhes possibilitava seguir, agora cercados pela luz.

-Vamos para casa, amigos. - disse Vaughan, caminhando com seus amigos, rumo ao seu lar.

FIM



Obrigado a todos os que acompanharam!



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