Resenha: AVENGERS, ESCULHACHES!


A primeira vez que eu vi Vingadores, lá em 2012, eu sabia que estava vendo algo grande. Uma coisa que mudaria para sempre o cinema de super-heróis. Não que “Homem de Ferro”, “Thor” e “Capitão América – O Primeiro Vingador” já não tivessem feito isso antes, mas desta vez foi diferente. O que sempre quisemos estava ali, cara! Os heróis reunidos! Pela primeira vez Tony Stark, Steve Rogers e Thor (com a sua referência a Donald Blake, alter-ego do herói nos quadrinhos)  estavam ali, trocando socos e “elogios”. É, uma máquina de dinheiro e uma máquina de diversão. Quando eu digo que mudou o cinema de super-heróis, é porque mudou mesmo. Havia excelentes filmes do gênero, mas nunca ficou explícito que eles coexistiam, apesar de sabermos que isso acontecia fora das telas, nas animações, quadrinhos e jogos. Vingadores quebrou essa barreira e olha a DC correndo atrás do prejuízo, tentando, sofridamente, estabelecer seu universo cinematográfico. Desde então, ir ao cinema assistir um filme da Marvel se tornou um evento de grandes proporções.


Gatinha demais!
Bom, tivemos excelentes filmes após o primeiro “Vingadores”. “Thor – O Mundo Sombrio” foi foda! “Capitão América – O Soldado Invernal” se tornou um clássico dos filmes de heróis e é um dos melhores filmes que já vi, SIM! Teve o “Homem de Ferro 3”, que muitos taxam como uma merda, mas quer saber, não é um filme tão ruim assim. É divertido. O problema está na sobrecarga de expectativas que os filmes da Marvel vem sofrendo. É uma situaçãe que o próprio estúdio criou,
tornando ruim todo filme que seja inferior ao filme anterior. E aí, chegamos ao mundo de maravilhas e milagres. Finalmente “Vingadores – A Era de Ultron” chegou.



Essa merda aí é um bonequinho, cara!
Sobrecarregado de expectativas, o filme é um prato feito para os crítico cuzões de plantão. Aquela galera que citei uma vez, o povo que detona um filme só pra parecer superior de alguma forma. O bom e velho “o filme nem foi tão bom assim” de uma minoria. Não que você não possa achar um bom filme ruim, pode. Mas você não deve confundir as suas expectativas com o que o filme realmente deve lhe reservar. Tem coisas que você pode esperar e coisas que você não deve esperar. Por exemplo (essa porra já não é spoiler há muito tempo), o Questão aqui do site reclamou do sacrifício de Mercúrio, um personagem que nunca foi legal em lugar nenhum e não precisava ser importante em Vingadores. PORRA, QUESTÃO, MATARAM O COULSON no primeiro filme e isso nunca tornou o prieiro filme ruim! E olha que Coulson é muito mais importante para a mitologia dos Vingadores nas telas que o Pietro. O sacrifício de Mercúrio o torna importante, mas o personagem em si nunca foi bem utilizado, nem nos X-Men, seu lar original. O irônico é que pela primeira vez ele funciona! Pela primeira vez no cinema os poderes do Mercúrio são realmente bem aproveitados, especialmente na cena do salvamento do trem. Mas eu falo disso depois. A questão é: o filme não é ruim só porque um personagem legal morre. Isso é uma coisa que você poderia esperar, já que a Marvel nunca sacrificaria um de seus fodões, como Thor ou o Capitas. A proposta da Marvel foi ousada desde o princípio, mas ela foi ousada por levar para as telas as coisas que só aconteciam nos Quadrinhos. Poderes, relações, universos. A Marvel fez pouca coisa inovadora ou realmente relevante dentro da
Sétima Arte. Ela fez coisas importantes, coisas empolgantes. Você pode gostar muito dos filmes da Marvel, mas convenhamos, não são obras de arte. São o que nós realmente queremos, diversão! Queremos obras de arte? PORRA NENHUMA! Eu quero é me divertir!Algo que nos entretenha nos intervalos de descanso entre um dia de trabalho e outro. A Marvel dificilmente será uma fábrica de novas obras de arte e parece que as pessoas não entenderam isso ainda. Como falei, não confunda gostar com ser bom. Você gosta, mas são filmes apenas divertidos. E não tem nada de errado nisso.


“Vingadores – A Era de Ultron” é isso! É diversão! Do início ao fim! Tem o que há de melhor em efeitos visuais e CGI, salvo uma vez ou outra que o Hulk soa artificial, tipo a cena dele dando a mão à Viuva Negra logo no início do filme. Convenhamos, não precisa ser mais realista que isso, ficou legal e passa de boa. Tem tanto humor quanto o primeiro filme e, ao contrário do que muita gente falou, não tem NADA de sombrio. O primeiro filme tinha lá uma pegada mais leve, heróis contra exército de alienígenas (coisa que se repete neste), mas o filme não tem nada de ombrio, a não ser por alguma coisa nas cores em alguns momentos, que nem fazem tanta diferença assim. Temos, sim, o aprofundamento dos personagens e suas relações. Estas, são orgânicas e bem elaboradas. O tempo
gasto no primeiro filme para apresentar os heróis uns aos outros desta vez é gasto enriquecendo o universo estabelecido. Os heróis não estão apenas na mesma tela em um momento que precisa que eles se juntem, eles estão juntos se divertindo, celebrando. E isso é MUITO legal! Cara, eu  nunca dei a mínima para o Gavião Arqueiro, a não ser nessa HQ  que vem na revista do Capitão América, mas pela primeira vez o personagem soou legal, tendo que encontrar através da sua esposa-consciência, seu lugar entre os Vingadores e talvez seu real papel no mundo.  Natasha e Bruce Banner emplacam um romance improvável e inesperado (bom, depois do lance com o Capitãos América, eu nunca esperaria que ela fosse ficar a fim logo do Hulk!). Tony Stark tem um peso nas costas, o peso de ter criado um monstro, e isso o torna um pouco menos palhação do que no filme anterior. As piadas estão lá, mas elas vem de uma forma mais discreta, geralmente enquanto ele está sério (que contraditório). O Capitão América é o herói que vimos em seu segundo filme solo. Está melhor aproveitado e é o herói que gostamos de ver, com boas cenas de ação e cumprindo seu papel como líder. Thor está engraçado (aliás, na cena da Hulkbuster ele é finalmente vingado por Stark!) e tem papel fundamental na trama, se arriscando, mesmo que um pouco, para obter respostas. Seu universo, por ser mais fantástico, sempre foi o mais próximo dos filmes dos Vingadores, desde o vilão do primeiro filme ao tom que a aventura tem, indo para além-Terra. As cenas de ação são empolgantes de não ter dó do expectador. É eletrizante, especialmente quando o Sr. Stark resolve “chamar Verônica”. O vilão é bizarro! Digo, bizarro legal! Ultron é cheio de trejeitos quando está “aprendendo a andar” (“Strings!”) e a cena de seu nascimento é muito, muito legal, incluindo a avaliação de J.A.R.V.I.S.  sobre seu irmão mais novo. Ele não é carismático como Loki é, mas convenhamos, que robô assassino é? O Visão é uma das coisas mais legais do filme, PORQUE O VISÃO É DIGNO,
PORRA! Sua origem consegue fazer todo o sentido dentro da história, um novo corpo para o vilão, o próximo passo na evolução de Ultron, que foi desvirtuado de sua função principal. Não que o personagem não seja legal, ele é, e muito, mas os papéis mais importantes, de fato, são do trio Rogers-Thor-Stark. Talvez o que tenha decepcionado a parte mais mimimizeira é o destino que cada um personagem tem, seguindo cada um seu próprio rumo. Em X-Men – Dias de um Futuro Esquecido, temos um Pietro legal, mas seus poderes soam exagerados demais para fazerem sentidos. Assim que Logan, Xavier e Magneto entram em seu cafofo, ele já dá uma olhada em todos os documentos dos caras, vê que o carro que usam é alugado ao ler os documentos do veículo... tudo em menos de um segundo. Exagero que não ocorre na sequência de Vingadores. Os Novos Vingadores (porque é isso mesmo que o novo grupo é) forma um grupo legal, mas dá aquele tom de que algo está mudando, uma certa insegurança sobre o futuro dos heróis. Mas que franquia, por mais que gostemos, está 100% segura? A verdade é que este filme coloca o heróis no melhor ponto que poderiam ter: desolados, sem tecnologia e apenas com suas inteligências e poderes, como o própro Nick Fury diz. Isso os torna super-heróis muito melhores do que foram no primeiro filme. A S.H.I.E.L.D. Serviu para colocar cada um em seu papel de herói protegendo o mundo, mas desta vez, eles são apenas heróis tentando salvar o planeta sem todos os recursos. Agora eles tem que dar o melhor e isso nos faz ter o melhor que o filme tem a oferecer.


A nova aventura dos herói da Marvel é a melhor sequência que os heróis poderiam ter. Sem spoilers, tem uma cena no final reunindo Homem de Ferro, Visão e Thor usando seus poderes unidos que é fenomenal! Se o primeiro filme foi uma aventura  com um pouco menos de amarras, com o propósito de vermos uma aventura legal com os heróis, este filme é superior em tudo. É a melhor aventura que os Vingadores já tiveram nas telas. Alguém disse no meu Facebook que o longa era basicamente “Quadrinhos no cinema”. E é isso, só que melhor. Sem as tramas estúpidas e subplots bobos que estamos acostumados a ver nas revistas em quadrinhos, que não bastando ser bem ruins, são cíclicas, repetindo à exaustão o que já foi feito há algumas décadas -por décadas. Convenhamos, os Quadrinhos precisam de roteiristas melhores e muito mais planejamento. E  talvez, o universo da Marvel Cinematic, que pra mim, hoje, é a Marvel que vale, tenha algo a ensinar a quem faz os super-heróis nos quadrinhos. O Marvel Cinematic é a compilação do melhor de várias histórias dos heróis da Casa das Ideias no papel com novos e excelentes elementos. E se alguém reclamar do filme, lembre que quando o primeiro saiu, em 2012, estavam dizendo que ele tinha cara de filme para a TV, o que o tornaria inferior. Bom, você gostou do primeiro filme? Eu também. Por causa disso, nós dificilmente não gostaremos do segundo fim. Vingadores – A Era de Ultron é um novo capítulo da saga do Casa-Estúdio das Ideias e reúne, de uma só vez, o melhor de tudo o que já vimos até agora vindo da Marvel Studios.


Agora Thanos tá bolado de verdade!

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