Resenha: Batman VS Robin


Desde John Constantine fazendo parte do universo super-heróico até o Superman de motoca. Havia uma parte da DC que ainda não havia sido afetada: as animações. Não havia...

Todas s animações da DC são excelentes. As animações da DC estão entre as melhores histórias, o melhor divertimento da editora. Até que resolveram introduzir os Novos 52 no mundo das animações. Parece que a DC está surda, não ouve uma única palavra que os fãs dizem, nenhuma das reclamações, nenhum “what the fuck?”. Adaptaram o arco da Liga da Justiça de Jim Lee e, acho, Geoff Johns. A animação é um saco, com um Superman deturpado, parecendo apenas um valentão de capa, e um Lanterna Verde patético, que não é nada mais que um alívio cômico. Até o Flash, que sempre foi o personagem comédia, principalmente quando é Wally West quem veste o uniforme vermelho, está mais adulto e sério. Em seguida, tivemos o péssimo “Throne of Atlantis”, que é uma das animações mas chatas que já vi na DC Comics. A Liga, novamente com seus personagens deturpados, tem uma péssima aventura contra vilões que ninguém se importa, como o tosquíssimo Arraia Negra. É a Liga da Justiça se levando sério demais, tentando reprisar, como quase tudo o que saiu depois de The Dark Knight, o que Nolan fez com seu sombrio filme do Batman.


“Son of Batman” o longa que traz Damian Wayne pela primeira vez para a vida do morcego nas animações, talvez para preparar qualquer novo leitor de quadrinhos do Batman, foi divetido. É um longa que com certeza merece ser visto e revisto, mas não como “Batman VS Robin”. Ele adapta o arco “A Corte das Corujas” para a animação. Confesso que gosto muito do Batman dos N52, acho que é uma das poucas coisas que realmente curto (o menos té aquela história horrorosa do Coringa imortal e do Bat-comissário). Como falei, ele adapta. Há coisas em foco que não estão em foco na HQ, como um confito ideológico entre Batman e Robin que os levam ao conflito esperado pelo título, mas a animação adapta e muito bem o arco. O fato é que essa animação deveria se chamar “A Corte das Corujas”, não “Batman VS Robin”. As cenas de ação são muito boas, desde o treinamento de Damian com Dick Grayson até o primeiro conflito ente Batman e as corujas (coisa que nos quadrinhos demora bem mais tempo até acontecer). Claro, a animação precisa de agitação, precsa de conflitos, precis de senso de emergência. Aliás, o corujito principal lá tem uma participação muito maior do que nas Hqs. É a prova de que algumas coisas que funcionam em uma mídia precisam mudar para funcionarem em outras e vice-versa. O mais legal , que faltou nos longas da Liga N52, é ritmo. Enquanto os outros são lentos e chatos, com uma ou outra cena legal de ação, este longa é empolgante e divertido.



Bom, para não me alongar muito, é a melhor animação da DC dessa leva dos Novos 52. A continuação de "Son of Batman" é acerto entre muito erros recentes da editora e vem para estabelecer a franquia Batman N52 no home-vídeo. É a prova de quem nem tudo está perddo.

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