Assaltantes levam R$ 300 mil em GIBIS do maior colecionador do Brasil

fonte manuscritos coletivos
No assalto, que aconteceu no dia 16 de outubro de 2013, foram levados cerca de 200 revistas antigas, justamente as mais valiosas. Entre elas estão edições dos anos 30 e 40 de publicações como O Lobinho e O Gibi (sim, é aquela que originou o “apelido” para esse tipo de revista em quadrinhos). Tom Zé (que não é o cantor, mas sim Antonio José da Silva) disse ao Estadão que “foram direto aos mais valiosos. Quem roubou certamente já esteve no meu acervo. Não tem para quem vender, deve ter sido encomendadas por algum colecionador”. No total, Tom possui 200 mil revistas.
Diferentemente dos EUA, o mercado de gibis antigos é bem restrito no Brasil. Não existem grandes leilões ou algo assim, apenas alguns colecionadores que mantém os acervos por satisfação pessoal. De qualquer forma, se houvesse mercado, Tom Zé acredita que as revistas valeriam cerca de R$ 300 mil. Inclusive por isso o colecionador não tinha seguro. “Não consegui fazer. Eu fui até os bancos, mas eles não conseguem fazer uma estimativa, sempre me disseram: mas que valor tem isso daí?”, explicou o colecionador.
O caso está sendo investigado pela Polícia, mas é difícil acreditar que alguém por lá dê muita atenção. É uma pena, afinal a coleção do Tom Zé sempre foi uma grande fonte de pesquisa para quem estuda quadrinhos no Brasil, sem falar o próprio valor sentimental para o cara.
Nessas horas faz falta um órgão centralizador dos gibis colecionáveis, com registros, notas e tal, como a CGC faz lá fora. Também faz falta um respeito entre colecionadores, que evitaria qualquer interesse em um roubar gibis (ou comprar gibis roubados) do outro…

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