Mark Waid responde a crítica à sua HQ sobre racismo produzida por equipe apenas de brancos


Strange Fruit é uma HQ que foi lançada no ínicio do mês pela Boom! Studios causando polêmica por falar do racismo nos EUA no ano e 1927 inserindo elementos fantásticos. O que mais tem chamado atenção na net gringa é o fato da mini-série ser produzida por 2 artistas brancos, o que reacendeu o debate sobre a falta de representatividade na indústria.


Em entrevista para o Comicbook Resources Waid falou: "Nós estamos em uma era da mídia social onde há tantas pessoas que não tiveram voz por um longo, longo tempo, e de repente eles têm uma voz. E eles estão ansiosos para usá-la, o que é incrível ... O que posso dizer sobre isso não é o que é importante. O que é importante é o que as outras pessoas que não têm o privilégio que eu quero dizer. Isso é que é importante, e eu tenho que escutar. E eu estaria mentindo para você se eu disse que é fácil, mas estou disposto a tentar ". 


O roteirista Mark Waid


O desenhista J.G. Jones

Como citamos no podcast sobre negros maravilhosos, no início do século 20 era recorrente o linchamento de pessoas negras nos EUA, sendo o título da série faz referência a uma música cantada por Billie Holiday e regravada por diversos artistas justamente falando sobre essa prática comum à época. É o tipo de coisa que nossos redatores leitores que reclamam da "ditadura do politicamente correto" fazem questão de ignorar e fingir que não sabem que existe antes de reclamar do "mimimi vitimista".









Qualquer semelhança não é mera coincidência.

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