Queen no Rock in Rio




Fala pessoal que adora trutas tretas, venho em mais um post do mal-fadado eterno estagiário para comentar um pouco sobre a apresentação do Queen no Rock in Rio com Adam Lambert nos vocais. Sim, post altamente atual, do jeito que eu gosto. Como se trata da minha banda favorita, terei menos preguiça (MENTIRA!) dessa vez e tentarei colocar alguns videos no post, para que possam ir acompanhando com a música no fundo. E lá vai a primeiraça, direto do show em questão:




Adam Lambert vem aparecendo nos vocais da banda de uns anos para cá, substituindo o post que tinha sido do pela última vez de Freddie Mercury Paul Rogers, ex-vocalista do Free e do Bad Company, bandas do hard clássico, o hard rock moleque, de várzea, que valem muito a pena ser conferidas e que serão apresentadas por mim algum dia, quando bater a vontade. O estilo vocal de Paul é um pouco diferente do que seria "esperado por um vocalista do Queen", mas eu pessoalmente curtia o trabalho do cara na banda. Pelo menos ele saiu e retomou com o Bad Company, se não me engano. Fica aqui uma palhinha dele na banda:
 

O senhor Adão Lambido se apresentou no American Idol - ou Ídolos da terra do Tio Sam - e dentre as várias apresentações dele, algumas foram com músicas do Queen, chegando ao Roger Taylor e o Brian May se apresentarem com ele na final. Terá vídeo disso? Não, pois não assisto essas paradas, procurem por se mesmos. O moleque tem uma voz legal, canta no estilo próprio dele e tudo mais, bateu uma química conversando com a banda e chamaram ele para cantar em alguns shows. Fica mais uma do Rogers entre os parágrafos:




E não é que o resultado saiu bom? Assim, o Lambert tem o estilo dele de atuação no palco que é diferente do do Mercury e também do Roger. Para fins de comparação, ele é da onda Miley Cyrus/Nick Minaj/Rihanna/Lady Gaga (esta última já tendo sido cogitada para ter os vocais da banda também), onde ele tem várias ligações/influências do movimento LGBT e tenta apresentar-se de modo a expor a própria sexualidade. Em termos de hétero, ele solta a franga direto nos shows. Vai aqui um vídeo dele cantando Killer Queen, depois de um do Rogers cantando com o Taylor Imagine e falando que o Mercury é mais foda que o Lennon huahahahahahaha!






 Quanto ao Freddie, não dá para definir um estilo fixo. Tal qual a banda, ele mudou muito a sua abordagem dentro dos shows: começou com muita influência do glam rock, especialmente de David Bowie e seu Ziggy Stardust - ta no top 3 de meus álbuns favoritos - e chegaram na dance music, com uma ótima aproximação com o The Game de 1980 e uma catastrófica junção com o Hot Space de 1982 - que assim como o pessoal do BdE sobre o filme do Quarteto novo, eu não acho tão ruim - com apresentação da banda indo bem além do glam e sim como uma perfomática muito mais de interação com o público. Exemplo clássico é a apresentação do Queen no Live Aid de 1995, que abriu o evento e também foi o ponto alto da parada (Chupa Mccartney e Chupa Led):


 Talvez não tenha saído o tanto que eu queria, mas quando tiverem os shows da mesma apresentação no Rock in Rio, vocês entenderam. No Rock in Rio ele está lambendo o microfone, pegando na região bolal, essas coisas todas. E tem feito nisso em outros shows da banda com ele. É o estilo dele, um estilo de diversos outros artistas da atual geração. Vai causar estranheza sim para quem não conhece, não tenha dúvidas.E são formas de se apresentar diferentes, não são a mesma coisa. Nesse sentido que a diferença existe, onde Adam vai além do glam e tem uma forma bem sexualizada de apresentação, altamente homoerotizada. Fica um vídeo aqui de mais uma apresentação dele.




EU pessoalmente gostei do Lambert nos vocais da banda, na minha opinião pessoal. Contudo, não me espanto das pessoas estranharem a atuação dele em palco, pois ela é SIM diferente da do Freddie. A estranheza não é injustificada só porque os dois parecem que fazem amor como o Polvo Aranha, ela se justifica numa questão de performance mesmo. Ainda assim não sou conhecedor sobre a performática de cantores que representam a cultura gay; o especialista em cultura gay era o Polvo, mas ainda assim o Renan Ishin tem um grande conhecimento de experiência sobre o assunto, só perguntar para ele.

E como é aniversário do amigo Toddy, pessoa mais íntima do meu primo, fica uma singela homenagem a esse baiano que também é Jente!

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