Resenha: Batman - Sangue Ruim


Chegou ao mercado de DVDs recentemente o longa Batman: Sangue Ruim. Será que é só o sangue?
Tô brincando, lógico que eu gostei da animação. Primeiro por ser fã da morcega e segundo pela coisa toda ter tido um saldo positivo ("saldo positivo" é redundância, não é?). O longa animado leva para as telas uma adaptação do arco Batman: Descanse em Paz, que levou o Bátema para o beleléu, obrigando Dick Grayson a assumir o manto do Batman. Mas algumas coisas precisam ser observadas.

Não consegui baixar o boneco...
A primeira é: NÃO É uma animação 100% fiel ao arco que ela se dedica nos quadrinhos. Aliás, eu diria que ela não é nem 50% fiel. Assim como todas as animações da DC, especialmente as do Batman, ela faz adaptações de coisas que ficariam extensas demais se fossem explicadas na animação, coisas que só fazem sentido no contexto dos quadrinhos. Isso não chega a ser ruim, é só... diferente. Não esperem ligação alguma com Darkseid ou a Liga da Justiça, esta é uma história dentro do universo do Batman e apenas dentro desse universo. O peso da possível morte do morcego fica muito menor do que nas HQs por conta de tudo, mas é aquela parada, é uma adaptação e em adaptações sacrifícios sempre são feitos.

A segunda coisa, e essa sim é ruim, é que quase não exploram Dick Grayson como Batman. Se ligam muito mais em explorar a relação dele com a Batwoman do que em explorar o Batman sorridente das HQs nesse arco. Foi uma fase muito boa e eu esperava ver algo dela na animação, mas o foco é outro. Fora isso, o ritmo está bem legal, para quem curte essa nova safra de animações do Bátema, que está construindo uma espécie de mitologia própria, é um presente e tanto.

 A animação é boa, mas quando olho longas de animação japonesa, e não estou falando de Chihiro, Castelo Animado etc, estou falando, por exemplo, dos filmes de Pokémon ou Fullmetal Exorcist, eu sinto que essas animações poderiam e mereciam um pouco mais de cuidado. A impressão que tenho é que a DC está fazendo longas para serem consumidos sem muita apreciação, só para entreter, rapidão. Outro ponto forte dessa animação é a diversidade, que começa a surgir nas animações do Batman, um feito, eu diria, inédito. Primeiramente, temos a Batwoman, que todos sabemos que é lésbica. "Certo, eles não vão falar nada sobre homossexualidade num desenho do Batman" e de repente, em 3 ou 4 momentos, ese ponto é explorado. Primeiro com o pai dela, depois com Dick Grayson, depois com ela mesmo dando em cima da detetive Montoya e mais tarde misturandos os itens 1 e 3. Cara, eu não esperava por isso em uma animação da DC! E o segundo ponto relacionado à diversidade é a inclusão do Batwing, o primeiro herói negro dentro da batfamília. Ele já existe desde 2011 nos quadrinhos e só agora foi incluso em alguma animação.


É uma animação divertida que traz um aumento na participação da batfamília, do início ao fim. Vale a pena ser conferida, mantendo suas expectativas dentro do que você já viu nas outras animações da DC, até porque é o que ela espera de você: se você chegou até aqui, é porque viu os outros.

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