Finalmente assisti a Supergirl!



Decidi abolir aos vlogs. Nao sei se é minha praia. Enfim... vamos ao bom e velho texto!

Eu realmente não gosto das séries com os heróis da DC. Primeiro tem o Arqueiro Verde "do Nolan". Assisti aos primeiros episódios na época do lançamento. 6. Assisti até o episódio 6. A série é boa sim, mas convenhamos, se voce quer uma série do Batman, faça uma série do Batman, não mascara outro personagem só porque não vão queimar cartucho com um herói intocável da DC, aquele que só pode ganhar filmes com orçamentos milionários. Tempos depois, resolvi assistir ao Flash. Achei sensacional a forma natural como o herói foi surgindo, a relação dele com o Arqueiro Verde, a forma como ele apareceu, ganhou motivaçao, tudo muito orgânico... nossa! Isso é muito bom! Mas... algo na série me incomoda. Não sei se achei infantil demais, não sei se preciso rever, não sei realmente o que há de errado com a série (ou comigo) que não me deixa assistir a isso em paz. Acho que tem o fator expectativa que comentei na crítica de X-Men: Apocalipse. Como exemplo, vou usar o ultimo capítulo da primeira temporada. "O melhor season finale de todos os tempos!" Pfffffff... não viaja, irmão!A série é boa (sim, eu sei não gostar e reconhecer que é bom), mas segura a onda que não é isso tudo. Foi um bom episódio sim, fiz questão de assistir, mas nem de longe foi essa Coca toda que falaram. Episódio legal, somado a algumas referências surpreendentes, isso gerou surpresa e uma certa felicidade nos fãs. E os comentários geraram outro fator: expectativa em quem não viu. Uma gigantesca máquina se alimentando ciclicamente. Como achei as duas séries bem chatinhas, fui conferir mais essa para ver o tom. E me surpreendi.

A série é boa! A série é divertida! A série é a melhor série da DC da atualidade! Uma vitória para as protagonistas femininas, uma vitória para as séries de heróis, uma vitória para boas histórias. Começa escancarando todos os fatos que os fãs estão cansados de saber, como a origem alienígena de Kara e seus poderes, a relação com o Superman, a origem dos vilões alienígenas que a enfrentam. Isso é genial em um mundo onde os fãs cobram explicações cada vez mais minuciosas e criam teorias baseadas em lacunas que as histórias deixam. Mas não em Supergirl. Ao começar a assistir, se presume que voce tenha duas coisas: a famosa suspensão de descrença e um conhecimento mínimo de cultura pop, em relação ao Superman, pelo menos. Tudo bem se voce não for leitor dos quadrinhos dele (afinal, quem eh...), se voce souber o que é kryptonita e saber que existe um super-herói de capa vermelha e colant azul voando por aí, isso é o suficiente para embarcar na saga. Se voce souber outras coisas, como o que é a Zona Fantasma ou quem é Jimmy Olsen, ponto para você, vai poder saborear todas as referências que a série traz, mas apenas como uma forma de agradar aos fãs mais neuróticos.



As atuações são medianas, todas contidas, às vezes prezando mais pela pose de heroína, mesmo em humanos comuns, do que em atuações com peso dramático. Os efeitos especiais são ok, não incomodando. Você sabe que o que ta ali é falso, mas deixa passar. O ritmo da série é bem acelerado. Isso me incomodou no início, mas depois me agradou. Não tem aquele novelês que a maioria das séries faz só pra te segurar. Ela flui, e vai fluindo e vai fluindo e quando se percebe, no final do episódio aconteceu bastante coisa. Não dá pra não traçar um paralelo com Smallville, que em 10 temporadas enrolou para mostrar o herói que todos queríamos ver (aliás, seria foda demais se o Tom Welling fosse o Super aqui). Lá, a coisa ia de lento a quase parado, enquanto já no segundo episódio temos uma boa luta de raios ópticos entre Supergirl e sua tia Astra. Outra coisa bem legal é o fato do pai adotivo de Kara ser nada mais, nada menos que o Superman da série noventista "Lois & Clark".

A série é boa. Tem um clima (isso importa muito pra mim, a vibe é muito boa) divertido, sem muito compromisso com o mundo real. Uma boa série que te permite viajar nas possibilidades de uma pessoa com poderes sobre-humanos, como voar. A única coisa que não consigo entender é porque a garota de aço, a garota mais poderosa da Terra, precisa de uma equipe inteira para ser heroína ou mesmo precisa de testes ou de aprovação ou de tantas pessoas que conheçam sua identidade.

Bom, de qualquer forma, confiram, acompanhem e curtam cada episódio.


Ahh, apenas para constar: que mina lindinha, essa Kara!



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