HQ de justiceiro que mata político vai virar filme em 2018

Teaser de quadrinho do doutrinador no qual aparecem as imagens de políticos

Obra polêmica ganhou público em 2013 em meio a onda de protestos que pediam a moralização da política


Indignado com a corrupção e impunidade, um ex-soldado veste um casaco, um capuz e uma máscara de gás e passa a combater políticos de Brasília. Mais do que prender os vilões, o justiceiro os mata.
Essa é a história do Doutrinador, personagem dos quadrinhos do carioca Luciano Cunha, 43. O autor vendeu os direitos autorais da história em janeiro de 2016 para a distribuidora Downtown Filmes, que pretende lançar um filme sobre ela em 2018.
Em entrevista ao Nexo, Cunha admite que a obra é polêmica, e tem sido classificada como “fascista” ou “esquerdista radical”, dependendo de onde parte a crítica.
Mas, para Bruno Wainer, dono da Downtown, o filme tem tudo para fazer sucesso na esteira da indignação do brasileiro com a política, sacudida pelo escândalo de corrupção deflagrado pela Operação Lava Jato.
A empresa também negocia com um canal da TV fechada a elaboração de uma série e um desenho animado sobre o justiceiro com sede de vingança que podem ser lançados já em 2017.
O Doutrinador foi criado em 2010 por Luciano Cunha, mas só chegou ao público em 2013, quando o quadrinista passou a publicar suas histórias no Facebook.
O timing foi perfeito. Em junho do mesmo ano, o Brasil foi tomada por uma onda de protestos que adotaram como uma de suas bandeiras uma crítica geral ao sistema político.
O Doutrinador surfava na indignação nacional. “Os posts tinham um alcance orgânico gigantesco, chegavam a ter 12 mil comentários logo que comecei, sem que eu precisasse pagar pela publicação”, conta Cunha.
Em uma imagem de promoção, o Doutrinador aparece ao lado da seguinte mensagem: “ele irá caçar os que produzem a miséria e o atraso. Políticos, burocratas e até estrelas de TV, ninguém escapará”.
O Doutrinador será o segundo super herói brasileiro a ser adaptado aos cinemas, o primeiro foi o Judoka na década de 70.
O Doutrinador pode abrir espaço para outros personagens nacionais irem para a tv ou o cinema.

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