Vilões ou mocinhos: A participação do Japão na Segunda Guerra!

Bom, sempre quando se fala em Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas remetem aos nazistas ou até mesmo ao Capitão América. Mas, se teve um país com grande influência e participação nesta Guerra, foi o Japão. Hoje em dia, todos conhecem o terrível acontecimento que foram as bombas atômicas, porém, o que alguns não sabem - ou não fazem questão de saber - são os fatos que ocorreram antes dessa grande mancha na história da humanidade!

exército japonês

Para entendermos melhor, temos que voltar aos anos 30, especificamente em 1936, quando o governo japonês assinou com a Alemanha o Pacto Anti-Komintern (anticomunista) a fim de combater o comunismo soviético, URSS a principal liderança comunista da Europa e Ásia. O Tratado de Versalhes havia concedido territórios na Ásia ao Japão, por sua luta ao lado dos aliados na Primeira Guerra; porém a nação japonesa visava a expansão ainda maior de seus territórios. Alguns anos antes, o Japão já tinha começado uma ofensiva contra a China, afim de conquistar aquele território.
Reconhecidamente, o Japão era uma potência militar, todavia, seus recursos naturais eram escassos para manter um grande exército e a sua população civil. A economia, que outrora também era forte, estava em claro declínio. E tudo começou a piorar quando o país nipônico sofreu embargos de exportações de vários produtos do governo norte americano. Isso foi uma represália dos Estados Unidos contra a tentativa dos japoneses invadirem a China. Mas não vamos pensar que os americanos faziam isso porque tinham pena dos chineses. A verdade que o Tio Sam também tinha grandes planos para aquela localidade.
Ainda sobre a invasão às terras chinesas, em alguns livros e sites, existem relatos que os japoneses eram impiedosos com moradores das cidades invadidas: mulheres eram estupradas aos milhares e nem mesmo crianças eram poupadas. Contudo, este tipo de relato pode ser visto em qualquer livro de história que não floreie o que realmente acontece numa guerra.

Mas voltando, o Japão ainda tentou acordos com os Estados Unidos para que tirassem os embargos dos produtos, mas fracassou em todas as tentativas. E no momento em que os norte americanos congelaram os bens e cortaram as relações comerciais com o Japão, a marinha japonesa tinha apenas três anos de sustento. Caso o consumo dos civis fosse reduzido, a marinha teria um pouco mais de petróleo. Assim teve inicio o sacrifício e o esforço de guerra por parte da população civil japonesa. É exatamente isso, diferente da maioria dos outros países envolvidos na Segunda Guerra Mundial, o Japão literalmente sacrificou a sua população por "algo maior!" 

Com a diplomacia já inexistente entre os dois países, uma guerra parecia inevitável. Nesse caso, uma guerra particular mesmo, pois até aquele momento, os Estados Unidos não "tinham interesse" em entrar no combate contra os nazistas e permaneciam neutro sem nenhum tipo de movimento bélico. 
Já como parte de sua estratégia antes do seu grande ataque, o Japão enviou mais um embaixador com um tipo de oferta. É claro, como esperado, esta oferta também foi negada. Mas naquele momento já não importava, pois, as oito horas da manhã do dia 7 de dezembro de l941, os japoneses atacaram a base naval de Pearl Harbor, na ilha havaiana de Oahu. Simultaneamente ao ataque a Pearl Harbor, o Japão agiu rápido no extremo oriente e a primeira ilha a cair foi Hong Kong. No mesmo dia investiram sobre a maior ilha das Filipinas, Luzon, e uma base americana, também pega de surpresa, teve seu esquadrão destruído. Este é tido como o ataque surpresa mais bem sucedido da história. E foi o que também marcou a entrada de vez dos Estados Unidos na segunda Guerra Mundial. 

É claro que diante da neutralidade dos nortes americanos até aquele momento sobre a segunda guerra, passa a sensação que bastaria uma batalha particular contra os japoneses, para satisfazer o ímpeto e o orgulho nacional. No entanto, a mensagem do presidente Roosevelt para o seu povo, nos mostra que os americanos viam os japoneses e os nazistas como uma coisa só, e que ambos deveriam tombar a partir daquele momento:


"O verdadeiro objetivo que buscamos situa-se muito acima e além do feio campo de batalha. Quando recorremos à força, como o fazemos agora, estamos resolvidos a que essa força seja dirigida para o bem último, assim como contra o mal imediato. Nós, americanos, não somos destruidores - somos construtores. 
 
Estamos agora no meio de uma guerra, não de conquistas, não de vingança, mas por um mundo no qual esta nação, e tudo quanto esta nação representa, seja preservado para os nossos filhos. Esperamos eliminar o perigo do Japão, mas isto de pouco nos servirá se, conseguindo-o, verificarmos que o resto do mundo está dominado por Hitler e Mussolini. 
 
Vamos vencer a guerra e vamos conquistar a paz que se seguirá. E nas horas escuras deste dia - e através dos dias sombrios que talvez ainda venham -, saberemos que a vasta maioria dos membros da raça humana está do nosso lado. Muitos deles estão lutando conosco. Todos eles estão orando por nós. Pois, representando nossa causa, representamos também a deles - nossa esperança e sua esperança pela liberdade sob Deus."

E com isso, os Estados Unidos começaram a atacar todas as bases japonesas pelo Pacífico, retomando e devolvendo muitas delas - através de acordos - para os seus donos anteriores. Em 1942, os americanos se vingaram do ataque a Pearl Harbor, bombardeando a cidade de Tóquio. E as ofensivas se sucederam através das Ilhas Midway, Guadalcanal e Leyte.

Mesmo com rendição da Alemanha em 1945 - o que para muitos é tido como o fim da segunda guerra mundial - os japoneses declaram que manteriam suas ofensivas. Foi quando o presidente Roosevelt é avisado que uma nova arma estava pronta para entrar em ação. Então: Em 6 de Agosto de 1945 é lançada a primeira bomba atômica em Hiroshima. Em 8 de Agosto, Os soviéticos entraram em guerra com o Japão. Em 9 de Agosto, a segunda bomba atômica foi lançada sobre Nagasaki. 
Dentro dos primeiros 2-4 meses após os ataques atômicos, os efeitos agudos das explosões mataram entre 90 mil e 166 mil pessoas em Hiroshima e 60 mil e 80 mil seres humanos em Nagasaki.

Estima-se que mais de 500 mil soldados japoneses perderam a vida na segunda guerra.

No dia 14 de Agosto de 1945 o imperador Hirohito assina a rendição do Japão, configurando o final da Segunda Guerra Mundial.  


REGIÕES CONQUISTADAS PELO JAPÃO
Países Área (em km ²) População (em milhões)
Birmânia 677.950 31
China 1.500.000 237
Coreia 220.735 52
Filipinas 297.370 45
Indonésia 1.094.345 140
Malásia 330.400 12
Indochina 510.800 60
TOTAL 4.631.000 577

Bom, quando estudamos um pouco de história, chegamos a conclusão que não existem mocinhos nem vilões, apenas interesses políticos. Não lembro de nunca ter visto algum filme que conta sobre a participação do Japão na segunda guerra. Na maioria das obras que são feitas, os japoneses são mostrados como vítimas. De fato, o povo japonês, talvez tenha sido a maior vítima nisso tudo, pois: sofreram nas mãos do seu próprio governo e sofreram mais ainda nas mãos dos inimigos. Todavia, é como disse antes: "Estudando um pouco, você percebe que não existem mocinhos na história da humanidade, apenas interesses!"

Até a próxima!!!!!!! 

Confira Também...

0 comentários