Willen Dafoe vai filmar em São Luis em 2017




FILMAGENS NO MARANHÃO EM 2017
A possível exibição de “Padre” no Festival do Rio é uma nova chance para o casal voltar ao Brasil, onde esteve pela última vez em 2014, quando Dafoe rodou “Meu amigo hindu” (2015), de Hector Babenco (1946-2016).
Giada tem um projeto para filmar no país — mais exatamente em São Luís do Maranhão — inspirado em um roteiro do americano Barry Gifford, escriba conhecido pelas tramas de “Coração selvagem” (1990) e “Estrada perdida” (1997), de David Lynch, e “Perdita Durango” (1997), de Álex de la Iglesia.
— Há anos vínhamos pensando em trabalhar juntos, e um dia ele perguntou que tipo de história eu gostaria de fazer. Contei que tinha imaginado algo sobre duas irmãs gêmeas e um homem que se apaixona por uma delas. Ele respondeu: “Acho que já tenho esse roteiro”, e mostrou um manuscrito sobre um triângulo amoroso ambientado em um lugar exótico não identificado. E eu, que sou apaixonada pelo seu país, pensei imediatamente: “Quero filmar no Brasil!” — lembra.

Nas mãos de Giada, o roteiro de Gifford foi repaginado: o clube de ilusionismo frequentado pelos personagens deu lugar a um terreiro de candomblé; a paisagem exótica se materializou nos contornos do centro histórico colonial da capital maranhense. Batizado de “Tropico”, o filme será protagonizado por Dafoe e uma atriz italiana, ainda a ser escolhida. Uma amiga brasileira do casal, a empresária Nathalia Scarton, negociou com o governo do Maranhão uma pequena participação no projeto, que garantirá o início das filmagens em junho de 2017.
— É uma típica história de duplos femininos, com todas as nuances inspiradas pelo lugar onde a ação se passa, que tem uma ligação forte com o candomblé. Todos os personagens estão envolvidos de algum jeito com a religião — explica ela. — Fui a rituais de candomblé na Bahia, li muito sobre o assunto, mas inventei minha própria versão dos ritos afro-brasileiros para o filme.
*Carlos Helí de Almeida se hospedou a convite da produção da Bergman Week

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