Criaturas fantásticas:A lenda indígena dos Morcegos Humanos

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Existe uma lenda antiga, contada pelos apinajés e que até hoje é conhecida: A lenda dos índios morcegos. os Índios que vive na região próxima da Serra do Roncador afirma que a história é real e que em algum lugar daquelas matas, os índios morcegos ainda voam pelas noites com seus machados nas mãos, essa lenda se tornou parte do rico folclore brasileiro.
No sertão de São Vicente, que se estende próximo ao Araguaia, existe a montanha Morcego. Nela há uma grande caverna com uma entrada em baixo, enquanto que bem no alto há um espécie de janela. Ali moravam antigamente os kupe-dyep, seres de forma humana, mas com asas de morcego. Um apinajé flechara um veado perto da rocha do Morcego e acampara ali a noite porque já era tarde. Mas, enquanto ele dormia, os kupe-dyeb vieram voando esmagando seu crânio com seus machados. Como ele já estivesse há muito tempo ausente, seus parentes seguiram as suas pegadas e acharam seu cadáver.  

Em torno dele, viram também muitas pegadas, mas nenhum traço da chegada ou partida dos malfeitores. Por causa disso durante muito tempo os apinajés evitaram passar a noite naquela região, até que um dia dois caçadores e um menino decidiram acampar ao pé da rocha do Morcego. Depois do anoitecer, ouviram cantos vindos de dentro da montanha. Então o menino ficou assustado e se escondeu em uma moita longe do acampamento dos dois homens. Logo após, os morcegos vieram voando e mataram os dois caçadores, mas o menino escapou, e na aldeia contou o que ocorrera.
Artesanato da região simbolizando os Índios Morcegos
Então os guerreiros apinajés de todas as quatro aldeias saíram juntos para destruir os kupe-dyep. Quando eles chegaram à rocha do Morcego, imediatamente ocuparam a entrada da caverna, onde amontoaram lenha. Enquanto isso, outros procuravam fazer uma volta para alcançar a janela da caverna. Mas isto era mais difícil do que haviam suposto, e eles ainda não tinham alcançado o seu objetivo, quando aqueles que tomavam conta da entrada puseram fogo à pilha.

Assim os kupe-dyep voaram em atropelo pela abertura superior, sem serem feridos pelas setas dos apinajés. Eles voaram pra o sul, e diz-se que ainda estão vivendo em algum lugar por lá. Quando a fumaça diminuiu, os guerreiros apinajés penetraram na caverna, achando um grande número de machados abandonados pelos kupe-dyeb em sua fuga. Bem no fundo da caverna, escondido por uma pedra, um menino de cerca de seis anos de idade. De início, eles queriam mata-lo, mas um índio decidiu criá-lo e levou-o consigo.

Quando os apinajés em sua viagem fizeram seus leitos de folhas de palmeiras no chão, determinaram também o lugar onde deveria dormir o pequeno kupe-dyeb, mas ele não ficou deitado: chorava e olhava constantemente para o céu. Como não queria deitar-se de modo algum, seu dono teve subitamente uma ideia. Lembrou-se de que na morada dos kupe-dyep não havia camas no chão nem tão pouco postes para dependurar redes, mas havia muitas vigas horizontais.

Trouxe um varapau e o colocou horizontalmente apoiado nas forquilhas de galhos de duas pequenas árvores vizinhas. Logo que o menino viu isso, trepou em uma das árvores de tal modo que se dependurou no vara pau pelos joelhos, a cabeça para baixo. Encolheu a cabeça, cobriu o rosto com os braços cruzados, e então dormiu calmamente nesta posição.

Este menino viveu pouco tempo entre os apinajés, pois morreu logo. Um dia eles o observaram deitado no chão cantando. “U-ua Klunã Klocire! Klud pecetire!” Então, ele agarrou o cangote com as mãos. Quando os apinajés perguntaram-lhe sobre isto, disse que seus companheiros de tribo dançavam daquele modo. Os apinajés ainda cantam a canção do kupe-dyeb.

Os Índios acreditam que eles vivem em cidades subterrâneas, o nome da cadeia montanhosa onde eles acreditam que estão as cidades subterrâneas é Roncador, ao noroeste de Mato Grosso.

*Conto narrado entre os Apinajés por Curt Nimuendaju e publicado em seu livro The Apinayé (versão inglesa de Robert H. Lowie, The Catholic University of America Press, Washington, 1939, págs. 179-180).
Registro de suposta abdução
Hoje se incorporou no folclore local daquela região, porem com o advindo dos supostos avistamentos de ovnis pelo Brasil alguns ufólogos começaram a dizer que eles são na verdade extra terrestres, já que  descrição dos índios morcegos lembra muito a aparição de homens-alados, registrados nos anais da Ufologia mundial, como no sul do Brasil, nos anos 60, e nos céus da cidade espanhola de Barcelona, nos anos 90. que acusam eles de serem os responsáveis pelas abduções de mais de mil pessoas, uma dessas grutas habitadas pelos índios morcegos ficaria perto do Rio das Mortes, entre os paralelos 14 e 15, e está indicada no livro de Leo Doctlan Minha Vida com uma Vestal [Editora Sananda, 1997], como a entrada para a cidade subterrânea, para onde uma adolescente – a atual esposa de Luvison – foi levada. Depois de submetida a um processo de alteração molecular e de registros mentais, que se chama abdução, foi revelado a ela que sua missão terminaria com a formação de sete discípulos e que, após isso, poderia voltar e viver junto com eles.

Vídeo de comemoração local abaixo que faz alusão aos morcegos humanos

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