Máquina Mortífera - A série: Não é tão mortífera, mas tem o pai de família.

Se você é do tipo de pessoa que é comandada por suas lembranças afetivas esta série não é para você.

Acho que qualquer pessoa que tem idade para digitar um endereço na internet, já assistiu ou ouviu falar sobre a série de filmes, Máquina Mortífera, uma quadrilogia que conta a história dos policiais Riggs e Murtaugh, vividos originalmente  por Mel Gibson e Danny Glover respectivamente. Os filmes fizeram muito sucesso nos anos 90 e início dos anos 2000, e até houveram tentativas de uma continuação com o elenco original, mas as polêmicas declarações de Mel Gibson não ajudaram muito no projeto.
O tempo passou, a ideia sobre uma continuação esfriou, mas os produtores de Hollywood continuaram acreditando muito na marca Máquin Mortífera (Lethal Weapon). A solução: criar uma série com o mesmo nome do filme original, mas com um elenco totalmente renovado. E pouco tempo depois de algumas especulações, o show foi para o ar.


Quando você assiste um remake de algo que foi um grande sucesso, é quase impossível não fazer comparações. Por mais que você saiba que o contexto é outro e são atores diferentes, a sua memória afetiva está lá e não lhe deixa ser completamente imparcial. O nome está lá, igualzinho, o próximo passo é você procurar o Murtaugh, Riggs e Léo, mas, infelizmente para o garotinho dentro do seu ser, estes personagens não irão aparecer. Pelo menos, não aqueles que você estava esperando. O Rogers Murtaugh dessa geração atende pelo nome de Damon Wayans. Embora seja o Rogers de agora, ele sempre será o Michael Kyle para a geração passada. E se estamos falando de memória afetiva, a presença do ator é algo que apetece bastante na série. Uma ótima escolha para o elenco, e que se não temos o Murtaugh original, temos um Michael Kyle porradeiro. Sim, temos um pai de família que dá porrada nos foras da lei e até em policial corrupto.
Se por um lado ganhamos com o Damon Wayans interpretando a si mesmo na série e não se apegando muito ao trabalho de Danny Glover, não podemos dizer o mesmo sobre Clayne Crawford, o Martin Riggs atual. O ator é esforçado, não dá para negar. Porém, diferente de Wayans, Crawford ainda não tem uma personalidade como ator, não consegue passar naturalidade em cena. Sem essa transparência necessária, a solução é tentar trazer o personagem de Mel Gibson para o Show. E esse é o grande erro da série. Em muitos momentos fica claro que tentam emular o Riggs "doidão" do Gibson, todavia, Crawford só consegue fazer com que os fãs sintam saudades do Riggs original. O ator quer, tenta, mas é de longe o elo mais fraco do programa. Porém, apesar da ineficaz interpretação de Clayne Crawford, temos a Jordana Brewster muito bem no papel da psicóloga do departamento... continua muito linda. Ah, a esposa do Murtaugh também está / é maravilhosa. Ainda não temos um novo Léo Guedes (pelo menos não vi nenhum), mas a maioria dos personagens dos filmes já bateram cartão na série.




 Em suma, Máquina Mortífera é uma boa série do Damon Wayans com um Martin Riggs esforçado; e que, se você não se apegar ao nome e evitar as comparações, até conseguirá se divertir bastante. Recomendo para aqueles que apenas querem relaxar e dar um pouco de risada!!!!!!!! 
Até a próxima!!!!!!!!