Ronin (PS4/PC): uma curta e sanguinária aventura


Ronin é um jogo de ação em turnos que foi desenvolvido por Tomasz Waclawek, distribuído pela Devolver Digital e é extremamente difícil. Nesta aventura, encarnamos uma espadachim que está a procura de vingança sobre cinco figurões de uma grande corporação que assassinou o pai/mestre da personagem principal.

O caminho da vingança

O título é uma obra diferente de tudo o que já tive o prazer de jogar. Nos primeiros minutos de jogatina, ele parece um game genérico de ação em plataformas, porém essa impressão passa rapidamente.

Nós controlamos a movimentação da personagem com o analógico esquerdo e os pulos com o analógico direito. E sempre que entramos no campo de visão de algum adversário, o tempo “para”. Essa paralisação se dá por conta do sistema de batalha adotado no jogo, ação por turnos. Cada turno dura aproximadamente um segundo , durante este tempo podemos escolher livremente qual será a próxima ação. Dentre elas, nós podemos derrubar um adversário que está em nosso raio de ação, despedaçar um inimigo  próximo ou nos pendurar  em telhados e paredes com um simples salto.

Uma coisa que não fica muito clara aqui é a motivação da personagem principal, já que em momento nenhum é explicado a razão da sua vingança. Antes de iniciar cada fase podemos ver uma fotografia com várias pessoas e o alvo da vez está circulado em vermelho.

Uma gota de chuva, uma gota de sangue


A parte gráfica do jogo é muito bonita e chama a atenção, apesar da sua simplicidade. Ao golpear um inimigo, podemos ver pedaços vermelhos que remetem a carne humana próximas do corpo. A chuva presente em algumas fases é muito bela e passa tranquilidade, apesar da violenta missão de nossa vingadora. Os outros elementos gráficos que compõem o jogo  são muito coloridos. O grande destaque é a caracterização dos adversários e a iluminação do jogo que estão muito bem feitos.

Um tiro, uma morte 

Os inimigos miram na nossa personagem através de faixas vermelhas, então tudo o que podemos fazer é fugir da sua linha de ação dele, mas isso não é tão fácil. Os tiros podem ser únicos ou intermitentes, sendo que esses últimos duram dois turnos. Dependendo da quantidade de inimigos é muito difícil  escapar sem ser atingido, então se deparar com a morte de seu personagem é algo comum.

Além de adversários que portam armas de fogo, existem aqueles equipados com espadas e armaduras. E também são dotados de habilidades especiais muito incômodas A faixa que representa a sua ação delimita também  alcance destes, ao invés de jogarem a espada, eles correm naquela direção e cortam rapidamente, é um golpe muito parecido com aqueles que vemos no anime Samurai X. Para piorar a situação, no caso desse adversários em particular, são necessários dois golpes para executá-los, por isso prepare-se para morrer várias vezes até aprender o padrão de movimentação desses inimigos.

Durante a partida, precisamos completar três desafios:  não matar civis, não disparar os alarmes e matar todos os inimigos de cada uma das fases. Acredite, isso é mais difícil do que aparenta!. O problema é que se formos flagrados por algum dos civis, estes acionarão o alarme, daí não nos resta outra opção, senão recomeçar a fase do zero.  Ao ser bem sucedido no cumprimento desses quesitos, no entanto, você é recompensado com pontos, que podem ser usados para melhorar as habilidades da personagem.

O jogo é dividido em 5 missões principais que consistem em matar os responsáveis pelo traumatizante evento ocorrido com a protagonista. Mas antes de encará-los, precisamos fazer duas missões adicionais, que tem por objetivo localizar o chefe em questão e é a partir daí que o jogo realmente começa a se tornar problemático.

Um déjà-vu mecânico e sonoro

A jogabilidade, depois de algum tempo, passa a ser extremamente repetitiva. Somos obrigados a morrer várias vezes para assim  descobrir os padrões de movimentação dos inimigos . Então prepare-se para realizar diversas vezes os mesmos movimentos, além de muita análise e reflexão. Em outras palavras, essa mecânicas acabam  tornando o jogo monótono.

Para complicar ainda mais a mecânica do jogo, alguns momentos são extremamente complicados de serem realizados, o que é frustrante. Realizar saltos na intenção de se esquivar, às vezes, é mais difícil do que parecer, o próprio jogo brinca colocando dicas na tela dizendo para não confiar nas linhas guia, logo, irá demorar um pouco para se acostumar com essa pequenos e complicados inconvenientes.

Outra coisa elemento que não contribui muito é a trilha sonora. No começo as músicas são agradáveis, mas conforme a jogatina progride, esta  fica um pouco enjoativa. Há, no entanto, coisas hilárias como o fato do elevador realmente possuir uma “música de elevador”,destoando totalmente do ambiente pesado da fase.

Ronin, a assassina vingadora

No geral, Ronin é um bom jogo que vai te divertir por várias horas. Apesar de ser curto, o jogo proporciona vários momentos marcantes. Os problemas com a jogabilidade e trilha sonora, no entanto, não atrapalham a jogatina e podem ser facilmente ignorados.

Caso esteja procurando um jogo com uma temática diferente, que mistura ação com turnos, e apesar da história clichê,recomendo a aquisição do título.

O que tem de melhor:

  • Estilo de jogo único e inovador;
  • Divertido e desafiador.
O que foi meio zica: 
  • História superficial;
  • Jogabilidade e trilha repetitiva depois de algum tempo.
O Review de Ronin foi realizado a partir de uma chave cedida pela Devolver Digital para a versão de PS4. Além disso, a HQFan está realizando uma promoção com o sorteio de chaves de Ronin. Para maiores informações CLIQUE AQUI.


Revisão: Manoel Siqueira