Supermax: Não faltou boa vontade!

A primeira "série de terror brasileira" intitulada Supermax está no ar na Rede Globo desde setembro deste ano. O programa que é uma espécie de reality show fictício ambientado numa prisão, conta a história dos participantes em meio a muito suspense e mistério.

A prenuncia é ótima. De fato não lembro de ter um seriado brasileiro com tema e cenas dark neste nível. A ambientação é maravilhosa e os efeitos estão mais que aceitáveis para o padrão da televisão. A Globo realmente investiu pesado no programa e esperou um retorno satisfatório por isso. Todavia, Supermax é a pior audiência do canal no horário das 23 horas... e isso é até fácil de explicar!

Em primeiro lugar é importante dizer que as chamadas do programa feitas pela Rede Globo foram confusas. No início ficou parecendo que seria realmente um reality show, não no nível Big Brother, seria mais como o No Limite: um programa com pessoas de verdade, mas que precisariam passar por provas "bizarras" para conseguirem o grande prêmio. Talvez se fosse assim daria mais resultado.

No entanto, não era isso. O programa era uma ficção com atores da casa - apesar da aparição do Bial ajudar ainda mais nessa confusão realidade x fantasia. Mas, tudo bem, bastava fazer tudo direitinho que o público rapidinho se apegaria ao programa... tal qual acontece com os "Big Brothers." E como falei antes, a emissora se esforçou bastante na construção dos cenários e nas imagens, todavia, esqueceu do principal para um programa de tv: O TALENTO HUMANO.

Não sei como foi feita a seleção para o elenco da série, acredito que nenhum "peso pesado" foi chamado ou até mesmo se disponibilizou para participar de algo tão ousado, porém, quero acreditar que a maior emissora do país tenha no seu corpo artístico atores mais virtuosos. De verdade, além da maioria ser desconhecida do grande público ( o que não é necessariamente um problema), parece que pegaram a gama do terceiro escalão do canal televisivo. De fama expressiva só temos a Cléo Pires, que nunca foi nada mais que a filha do Fábio Júnior e jamais uma atriz; e a Mariana Ximenes, esforçada, mas claramente desconfortável no papel. Os outros desconhecidos também estão num desses dois barcos: Aqueles que não são atores e aqueles que são esforçados.

Sabe aquela brincadeira na Copa em que o povo dizia que o "Fred e um cone são as mesmas coisas!?" Pois é, com o elenco do Supermax se repete. Atuações pífias jamais conseguirão alavancar quaisquer produções - ainda que sejam investidos milhões de dinheiro. Está aí alguns filmes de super heróis que corroboram com isto.
 
E não pense que a crítica é só pelo fato de ser um produto nacional. Não se engane, a Rede Globo vem mandando muito bem nas suas escolhas: a nova Escolinha e a série Justiça provam que com o investimento certo e com talento humano, não tem como dá errado.  

Supermax tinha tudo para dar certo, poderia ser o American Horror Story versão brasileira. Se tornou um Show de horrores... no mal sentido da palavra. Talvez na próxima!!!!!!!!!