Assisti ao Grande Crossover da Warner, e tenho que dizer: "Quem diria, Arqueiro!"


Na semana passada foi ao ar o grande crossover da Warner, o evento que uniu as séries Arrow, Legends of Tomorrow, Supergirl e Flash. Com o tempo corrido, só conferi o "Encontrão" do Arrowverso esta semana - quando passou no Warner Channel Brasil.

A ideia de crossover não é inédita, neste universo heroico mesmo já temos o - sempre interessante - encontro do Arqueiro com o Barry Allen todo oitavo capítulo de ambos os programas. Porém, a união de tantas séries diferentes com certeza é algo ímpar na televisão.

Esse também já ocorreu... e foi citado no crossover dos heróis

Bom, para quem acompanha os heróis televisivos da Warner sabe que a atuação dos atores e as imagens computadorizadas não são os fortes dos programas. A empolgação de ver os personagens em live action faz com que os fãs relevem muitas coisas. O problema de verdade começa quando você junta tudo isso no mesmo lugar. O crossover cumpre mais ou menos aquilo que promete: O encontro de pessoas fantasiadas, frases de efeitos e luta. Digo quase, porque você assiste com a sensação de que tudo ali poderia ser melhor. Ok, temos personagens caracterizados... isso é muito legal. Mas é quando todos estes atores estão juntos que percebemos o quanto a emissora economiza na hora de contratar. E, como se isso não fosse o bastante, ainda temos um CGI sofrível dos Dominadores. É claro que ninguém é louco de achar que gastariam quantias cinematográficas na TV, todavia, encontramos na internet trabalhos muito melhores do que é apresentado pela emissora.

A história é bobinha - e ninguém esperava algo diferente. A reunião dos heróis é corrida e até um pouco confusa. A chegada da Supergil foi de certo ponto broxante: os caras conhecem uma menina que voa, solta raios pelos olhos, tem superforça, faz tudo isso usando uma mini saia, e dizem simplesmente um... "LEGAL!" Porra. 

Mas, entre várias coisas decepcionantes, teve algo que surpreendeu e muito neste crossover. Acreditem se quiser, o capítulo de Arrow foi o que teve de melhor neste evento e a equipe do Arqueiro deu um show de atuação.


Calma, o Stephen Amell continua sendo um ator de "uma cara só." Isso não mudou. Porém, no meio de tantas interpretações duvidosas, a equipe Arrow ganharia o Globo de Ouro com certeza. Não sei se o fato da série estar completando 100 episódios durante o Crossover mexeu com os atores de tal modo, que eles se superaram e conseguiram mostrar um trabalho fora do normal. Até o Brandon Routh pareceu um ator de verdade. Outro ponto a favor de Arrow foi que a série trouxe rostos antigos como o Pai e a Mãe do Oliver, como também as referências externas. O ator que interpretava o Tommy Merlin agora está na série Chicago Med, e isso foi maravilhosamente lembrado pelo seu pai quando comentou que Chicago é muito longe e seu filho não poderia comparecer na festa. Só faltou mesmo o Manu Bennet ter voltado como Exterminador. Tivemos um dublê vestindo as roupas do personagem.

Em suma, o Grande Crossover deixou muita coisa a desejar. Mas, por incrível que pareça, a parte que coube à série Arrow foi  digna de aplausos. "Quem diria, Arqueiro!"

Até a próxima.