Não existe roqueiro convicto quando toca "Talco no salão" (Clemilda)!

Dizem que ser roqueiro é coisa de gente culta, inteligente, de bom gosto e de uma sapiência considerável. Sinceramente, eu não posso afirmar e nem negar tais fatos, pois nunca fui muito adepto do "roquismo" ou coisas do gênero. Mas, se disseram isso e está na internet, então provavelmente é tudo verdade.

Todavia, se tem uma coisa que posso afirmar sem receio algum, é que: quando toca "Talco no Salão" da Clemilda, não existe roqueiro convicto ao ponto de não mexer os quadris.


 A música é de uma sabedoria e conhecimentos populares incomparáveis. Como ficar indiferente quando toca este cancioneiro no jukebox dos melhores bares da cidade?

É impossível, como diria o meu grande amigo Madruga Jackson: "É o momento do rala o bucho!" E não tem como ser de outro jeito. Veja, vamos destrinchar a letra da música minuciosamente:

"Talco no salão
Talco no salão.

Pro forró ficar cheiroso
E ter mais animação

O zé comprou
Duzentas latas de talco
Pra jogar no mei da sala
Na hora da suadeira

De madrugada
Quando o forró esquentou
A moçada misturou
Suor, talco e poeira.

Talco no salão
Talco no salão

Pro forró ficar cheiroso
E ter mais animação."

Repare bem, o Zé, que aparentemente é um homem simples, origem humilde, mostrou ser um completo visionário. Comprou duzentas latas de talco, já antevendo a possibilidade  do palco ficar com um odor forte por causa da suadeira. Entenda: não foram duas ou três, e sim, DUZENTAS latas de talco. O homem é um gênio. E para que tudo isso? Só para o forró ficar cheiroso e ter mais animação.

Nada contra quem gosta de outros gêneros musicais, cada um com suas escolhas. Mas, na hora de "Talco no salão", o roqueiro, funkeiro, pagodeiro, seresteiro, sertanejo universitário ou power ranger, larga tudo e vai ralar o bucho junto com a saudosa Clemilda. Uma ótima música sempre será uma ótima música, independente do lugar ou momento.

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