Analise: Quando existe magia no mundo real




A saga de Renan Ishin como bruxo nunca irá acabar...



Faz muito tempo que a magia está no mundo do entretenimento. Muito antes de Harry Potter, tivemos Gandalf nos best-sellers O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Os livros, especialmente o segundo, influenciaram gerações, estabelecendo os parâmetros para a fantasia. Desde então temos uma infinidade de personagens usando poderes mágicos para tornar suas tramas mais fantásticas. Nas histórias de fantasia e até mesmo no mundo dos super heróis, os bruxos estão presentes. Até um dos grandes escritores de quadrinhos segue o caminho da bruxaria, o 'rancoroso' Alan Moore.


Bom, o que a maioria não sabe é que a Magia é um conceito tão real. Não é como nos meios de entretenimento, mas Magia é um conceito religioso real e é um dos mais antigos do planeta. É sabido que a primeira religião do mundo foi o xamãnismo, uma corrente primitiva que trazia para os praticantes os poderes (ou assim eles acreditavam) de espiritos de animais para suas práticas. Do xamãnismo veio o conceito de espírito, deuses e feitiços. Os homens primitivos desenhavam animais nas paredes das cavernas para que eles pudessem ser mais facilmente sobrepujados. Tempos mais tarde os povos pagãos cultuavam os deuses do campo, da fertilidade, do fogo, da água, da vida... São conceitos que se espalharam por todo o planeta, conforme a humanidade crescia.


Muitas vezes a divindade era representada por uma deusa, a Grande Mãe que representava todas as coisas. Quando os cristãos encontraram esses povos pela primeira vez os chamaram  de "bruxos" e os  julgaram. A imagem do diabo cristão vem do consorte dessa Deusa, ele possuía chifres de veado, que representavam poder. Ora, se uma pessoa tivesse chifres, provavelmente ela seria uma enviada do diabo cristão! Líderes religiosos escreveram o "Maleus Maleficarium" ("O Martelo das Bruxas",  citado em O Código da Vinci). O livro era uma espécie de guia de bruxaria e como elas supostamente adoravam o demônio e faziam sacrifícios. Um conjunto de fatores que serviam maiormente para justificar o que chamaram de Santa Inquisição. Sendo o demônio uma entidade da mitologia cristã, como os pagãos poderiam adorar uma criatura que eles nem sequer acreditavam que existia? "Milhares de mortes" A perseguição foi tão intensa, que mesmo mesmo séculos após o fim da Inquisição, ainda haviam leis contra a bruxaria. Elas só foram abolidas no final da década de 40 do século passado. Ocorrendo assim o que foi chamado de  "sair do armário das vassouras", quando bruxos finalmente puderam professar sua fé publicamente.


Especula-se que a maior parte do conhecimento de bruxaria tradicional se deu através das pesquisas de Gerald Gardner. O estudioso reuniu material de coisas que aprendeu com outros bruxos e com grupos que teve contato, a maioria herdeiros das antigas práticas. Ouviu de uma bruxa a palavra "wica", algo como "a Arte dos Sábios" ou "pessoas sábias" em inglês arcaico (wica > wicca > wicce > witch) e ajudou a fundar a religião hoje conhecida como Wicca. Infelizmente, nos anos 2000, o conceito foi deteriorado por dinheiro. Assim começaram a produzir materiais visando apenas lucro aumentando a fama errada da religião dos bruxos. Há outras tradições que não são necessariamente wiccanianos, como a tradição que Alan Moore segue, ou como a de Paulo Coelho.

Gardner
Magos como John Constantine são personagens que estilizam e tornam o mais fantasioso quanto pode parecer o conceito. Nenhuma bruxa voa em vassouras, nenhum mago invoca criaturas das trevas para destruir o mundo e nenhum mago solta raios verdes por suas varinhas mágicas. Mas é fato que, quando Hitler ameaçou vir para este lado do globo, um grande grupo de bruxas se reuniu e usou seus "poderes" para que ele não cruzasse os mares. E ele não o fez! Mesmo com os navios prontos e seus subordinados a postos!



Mito ou realidade? Aí fica a seu critério. Tudo o que posso dizer é que sempre houveram pessoas com suas práticas mágicas. Pessoas por aí trabalhando com energia e fazendo coisas incríveis. Elas passam por você todos os dias, quando atravessa a rua. Não querem o mau, só querem os mesmos direitos conferidos a todas as pessoas. Em um mundo com tantas possibilidades, como saber se há algo realmente fantástico por trás do que podemos ver?

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