Opinião: Treta no Whatsapp por Action Figure



         Viralizou na net uma briga  no Whats por conta de uma action figure, entenda no post.



 A internet (em específico as redes sociais) são uma grande porta de todo o tipo de situação inusitada; E nos últimos dias viralizou uma história que poderia até ser 'fake', mas é muito real. Duas mulheres discutem no app após uma delas negar que uma criança 'brinque' com um action figure dos Vingadores.

Vamos conhecer a situação:


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A história foi veiculada em diversos sites como o da VEJA e outros, e sim é verídica.  Mas vamos pontuar algumas questões sobre. A matéria do site UOL sobre o caso frisa no título,  "briga... por causa de boneco de R$ 320,00", o que é no mínimo interessante pois a ênfase nesse caso é no valor da propriedade e não no direito e a estima do proprietário pelo seu bem. Pouco importa se é um boneco de R$ 100 ou R$ 5000,00, se o proprietário quer resguardá-lo é o suficiente.

Tratada como inusitada, esse post dividiu opiniões sobre o valor de colecionáveis. Mais uma vez aqui, alguns sites compararam o apreço dos colecionadores com relação a sua estima alegando a valorização para essas obras com obras de arte como Vênus de Milo. Apesar de não ser assim, temos muitos tabus aqui e muitas das opiniões não entendem o contexto pelo fato de não partilharem do gosto de colecionismo.

Ponto 1: É coisa de criança ? 
A visão das maiorias das pessoas é de que o colecionismo é guardar tralhas de criança. Se você coleciona, pergunte a seus pais ou amigos que não partilham disso para ter uma resposta menos viciada do assunto. Alguém vai acabar dizendo que é para atear fogo nos quadrinhos. Não há realmente como mensurar uma obra, visto que há o peso pessoal, mas nem todos os mercados são voltados ao público infantil. Action figures, apesar de chamarem atenção das crianças por serem baseadas em personagens de desenhos e filmes, são peças frágeis e de exposição;
Resumindo, nem tudo é coisa de criança. No caso dessa conversa a mãe desinformada do que é uma peça de exposição ou de colecionismo, queria impor que a mesma era um brinquedo (e não esta em voga o valor poderia ser uma miniatura de R$ 40,00 da Eaglemoss);

Ponto 2: Quem manda no que é meu ? 
Se você colecionador, investe seu dinheiro na compra de produtos que gosta, tem o direito de fazer ou deixar fazer o que quiser com eles. Se comprou um quadrinho e entregou para uma criança fazer recorte, é o seu direito. Mas temos que respeitar as decisões de quem tira do bolso para fazer seu hobby. Pensamento lógico, se a mesma criança tivesse chorado ao ver um celular com um game (mesmo não sendo dele ou da mãe dele) teria que poder utilizá-lo ?


Ponto 3 : E o papel dos pais ?
Outra situação importante de se destacar nessa confusão é a atitude da mãe ao tentar isentar a si mesma da responsabilidade da criação. Toda criança precisa de limites, até mesmo os adultos seguem convenções e regras sociais. Acima de tudo há de se respeitar o espaço alheio. Além da falta de informação com relação ao 'brinquedo' (que não é 'brinquedo'), ela insiste em dizer que vai forçar a barra para agradar a criança. Onde está o velho 'tapa' de 'não mexe no que não é seu' ?

Esses pontos são fundamentais para tomar um lado nessa celeuma, visto isso podemos entender a história dessa maneira:

Uma criança quis brincar com uma peça de colecionador, não indicada para manuseio, não pertencente a ela ou a sua mãe. Essa peça ficava reservada na casa da dona que prontamente impediu a criança de tocar. A mãe quis tirar satisfação pela birra do filho.

Deixem sua opiniões nos comentários;


guest author area 51 Erick Cavalcante
Poeta amador, músico frustrado, colecionador de HQ,s, roteirista de histórias nunca lidas.Vive recluso em Asgard tomando hidromel e arquitetando posts que não dão views. Twitter/Facebook