MÃE (Review)


Um review pseudo intelectual 

Na formulação de um texto sobre um filme, quanto mais complexidades ele busca apresentar, ou mais ou menos espaço é necessário para que seja dada uma opinião sobre ele: podem ser muitos temas relevantes e intrínsecos que juntos formem uma conexão ou apenas um embaralhado de ideias que no fim não possuem significado algum pois estão todas jogadas; Mãe ( #mother ), o novo #filme de #DarenAranovisky representa um pouco disso para mim, então, ao invés de tentar fazer uma resenha geral, vou dar apenas uma pequena opinião sobre o significado do filme e interpretações.
De forma simplificada, esse thriller tenta recriar a história da Bíblia, mostrando a relação da humanidade com Deus e a Mãe Natureza (a tal “Mãe” do título); nesse percurso, diversos dos eventos apresentados na bíblia acontecem, mostrando sempre a fascinação do criador e seu crescente desleixo com a Natureza, que não somente enxerga o homem como um invasor como está relegada a papéis de gênero (cuidado da casa, afazeres domésticos, obrigação de uma “sensibilidade” e “afetividade”); dentro da recriação bíblica, a destruição da Terra/Natureza pelos seres humanos e como a Mãe Natureza reage não só a isso como a um Deus incapaz de parar sua criação, que fica caótica com a publicação de seu mais novo poema (que seria uma representação da Bíblia). 


Terminada essa sinopse gigante, falar o que pretendia: o filme, degundo o que tenho lido, pode tanto significar como um conto sobre o ser humano destruindo a terra e incitando a ira da natureza, uma discussão do papel maternal da mulher na nossa sociedade – com toques nas discussões de relacionamentos abusivos – ou quem sabe uma crítica ao fanatismo religioso; o problema é a falha do cineasta em criar uma narrstiva mítica que reforce a abertura de interpretações, com a temática predominante sempre atrapalhando as secundárias. Como exigiria mais um texto para explicar essas questões, digo por fim que Mãe é como uma finalização do atleta Hulk, um chute fortíssimo que bate na bandeira do escanteio. Assistam por sua conta e risco, espero falar mais desse filme, o que é um aspecto positivo; até a próxima e Há Braços.