Resenha: Thor - Ragnarok


Tô no meu melhor estado de espirito pra escrever um post...

COMPLETAMENTE PUTO DA CARA!!!!

Pra quem acompanha a Marvel em várias mídias, sabe que ela vai mal: as animações estão uma merda, as séries de TV estão uma merda, as HQs tão uma merda comida e cagada de novo de tão ruins, e com esse filme, parece que os filmes vão seguir esse mesmo caminho.


Temos um roteiro bem cagado, repetição do plot básico de outros filmes da Marvel (grande ameça chegando e herói formando time pra detê-la) com aparições especiais forçadas, furos, retcons dos outros filmes (como o que houve com o Hulk em Vingadores 2), revelações dignas de novela mexicana (especialmente sobre a origem da Hela, na qual falarei logo), um história bastante corrida (especialmente no começo), e não porque a trama é muito grande e complexa, mas pra dar mais tempo pro filme fazer a unica coisa que sabe fazer: piadinhas. Esse maldito filme é só piadinhas, mas piadinhas imbecis que deixariam Adam Sandler orgulhoso.

A morte do Odin no filme tá no nível desta pra pior

Nada nessa desgraça se leva à serio. Genocídio, escravidão, morte, alcoolismo, devastação, o próprio fim do mundo (o Ragnarok), tudo é uma piada ruim e forçada, e em tese a trama desse filme devia ser a mais pesada dos filmes da Marvel até então.

Dezenas de mortos. Cômico, não acha?

Agora que falei do roteiro, hora de falar mal das personagens. Muitos falam que a Marvel adapta fielmente seus personagens pro cinema. ISSO É MENTIRA!!!!! Um dia ela pode até ter adaptado fielmente, mas não mais. Todo mundo tá descaracterizado, e nem venham com a desculpa de que todo mundo lá é desconhecido e podem mudar pra serem personagens melhores pra serem aceitos pelo grande publico. Todo mundo tem uma personalidade irritante, faltam ou mudam sem razão de motivação e estariam mais em casa se fosse sentar no bando da Praça é Nossa.

É MAIS DE 8.000 PRA CADA PERSONAGEM!!!!

Agora vamos pras atuações: todos uns canatras! (talvez só excluindo o Grão Mestre) PRÓXIMO!!!!

Esse precisou atuar de verdade pra ficar tão gay quanto o Colecionador sem parecer tão forçado

Sério, nem a trilha sonora tá salvando esse filme. A unica parte legal dela é a musiquinha do AH AH AH AAAAAH!!!! que só se repete umas 2 ou 3 vezes em cenas de ação (que até estão boas, mas até aí, as de BvS tão no mesmo nível)

Adam Sandler, Praça é Nossa e agora BvS. Tá vendo o nível das comparações

Agora vamos pras coisas que me emputeceram em especial: a cena inicial do Skurge (depois dela, não tem como levar à sério o personagem, e o plot dele no filme precisa que você o leve); Valquiria (não teve um momento do filme que eu não queria dar um murro nela, e faria igual se fosse homem, então não é machismo); as cenas do Thor interagindo com o Hulk e o Banner; as piadas de mais baixo calão envolvendo bunda, pinto, coco, etc;  e por fim o final onde o Thor descobre que o poder do Mjolnir sempre esteve dentro dele que me deu ânsia de vomito (tô falando sério, quase vomitei).

Egoísta, babaca, apática e escrota. Essa é a definição de personagem feminino forte hoje em dia?

Agora o que se salva nessa bosta: visual, lutinhas, relação Thor/Loki em poucos momentos e acho que é só. Pois é, foi tão ruim que acho só vou dar 1 ponto pra cada coisa positiva que achei no filme, então por enquanto é nota 3,0.


Por fim só queria dizer que é triste ver a Marvel nos cinemas virar um reflexo superficial da DC nos cinemas: ela é colorida, alegre, não busca ser realista, mas no fundo não passam de dois lixos medíocres, artificiais e sem profundidade que só sabem repetir e repetir a mesma formulazinha até depois de o público não aguentar mais. E depois não sabem porque tô virando otaku...

Você, ao terminar de ler essa resenha feita com todo o ódio do meu coração

guest author area 51  Polvo Aranha
Gênio, bilionário, playboy, filantropo, amigão dos roteiristas... só que não. Twitter / Facebook