‘O escaravelho do diabo’, clássico da literatura brasileira, vai ganhar os cinemas


Há algumas passagens que marcam absurdamente o período entre o fim da infância e o começo da adolescência. Como o primeiro beijo, a primeira viagem à Disney, a primeira vez que se pegou um ônibus sem a companhia dos pais ou a primeira leitura de “O escaravelho do diabo”. Escrito pela mineira Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), o livro de suspense juvenil foi lançado pela coleção Vaga-Lume, da editora Ática, em 1972, e tem sido tão popular entre os jovens de várias gerações que já chegou à 27ª edição. O que ainda faltava ao romance, contudo, era uma adaptação ao cinema — lacuna que está sendo preenchida neste exato momento, com as filmagens do longa-metragem “O escaravelho do diabo” no interior de São Paulo.


Para a adaptação, atores e equipe estão desde 12 de janeiro e ficarão até 26 de fevereiro entre os municípios de Amparo, Holambra, Campinas e Jaguariúna, tudo para recriar o clima de mistério da trama em que vítimas ruivas recebem um escaravelho antes de serem assassinadas. A direção é de Carlo Milani, com produção da Dezenove Som e Imagens e coprodução da Globo Filmes.


Na adaptação do texto de Lúcia Machado de Almeida, algumas situações foram modificadas para que a trama fosse mais bem compreendida no cinema. Na obra original, o protagonista Alberto, rapaz que tem o irmão assassinado com uma espada atravessada no peito e sai em busca de pistas do criminoso, é um estudante de medicina de 20 e poucos anos. Agora, na nova versão, Alberto será um menino de 11 anos, vivido pelo jovem ator Thiago Rosseti.
O que não muda é a presença de Pimentel, policial que auxilia Alberto na investigação dos assassinatos. Para o papel, Milani convidou Marcos Caruso.




O elenco é composto, ainda, por Jonas Bloch, Selma Egrei, Lourenço Mutarelli, Augusto Madeira e Thogum Teixeira, entre outros. O roteiro foi escrito por Melanie Dimantas e Ronaldo Santos, a fotografia é de Pedro Farkas e a direção de arte, de Valdy Lopes Jr..

O lançamento de “O escaravelho do diabo” está previsto para o meio do ano, época de férias, com o objetivo de atrair um público jovem — além dos pais que se recordam afetivamente da leitura do livro. Se o filme der certo, pode ajudar a abrir um caminho pouco explorado pelo cinema brasileiro, o de produções voltadas para adolescentes. Nos últimos anos, são pouco os exemplos do tipo, como “Houve uma vez dois verões” (2002), de Jorge Furtado, “Antes que o mundo acabe” (2009), de Ana Luiza Azevedo, e “As melhores coisas do mundo” (2010), de Laís Bodanzky.

fonte o globo

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