Whiplash e como todos nós devemos nos dar ao extremo.


Se você gosta de música, esse filme vai falar com você bem mais do que ele vai falar com os outros. E se você tiver um sonho e faz de tudo para conquistá-lo, mais ainda. Whiplash é basicamente isso. O filme te mostra que você deve ser sempre o melhor e buscar seus extremos para conseguir isso. Não importa o que possa te acontecer durante o caminho, quando você atinge a perfeição, é isso que acontece com você. Direção, roteiro, atores, tudo nesse filme se encaixa como uma bela partitura (Ê analogia caída). O filme é bem minimalista como deve ser, visto que é centrado no personagem principal, Andrew, vivido pelo futuro Reed Richards nesse reboot meio esquisito do Quarteto Fantástico, Miles Teller. O rapaz tem uma atuação comedida que explode quando necessária. Igual a bateria do jazz. O filme narra a vida desse rapaz tentando almejar seu sonho de ser reconhecido por sua música e seu trabalho na bateria. E isso tudo começa a se construir quando ele conhece Fletcher, um J.K Simmons que parece que acabou de sair de Full Metal Jacket para tratar todos os estudantes como se estivessem num campo de batalha.


O filme, pelo menos para mim, toca no ponto de que você tem que sempre se superar e fazer o que os outros não esperam de você. Seja melhor, seja mais rápido, seja mais esperto. Confie em você e faça o seu melhor mesmo quando não há mais forças para ser o melhor. Não adianta ficar parado ou até mesmo chorar e desistir. Faça o seu melhor, mesmo que não seja o esperado  e mesmo que o seu melhor naquele momento não seja o suficiente. Supere isso, mostre que você consegue. Pra mim essa é a pedra fundamental desse filme. Afinal, o filme inteiro é sobre superar seu limites em prol da música e em prol de si mesmo. O Jazz em si é só um pano de fundo e você simplesmente acaba pensando somente em acompanhar a jornada de Andrew em todos os seus extremos para tentar ser o melhor e conseguir o que Fletcher espera dele. 


A direção do filme é excelente, gosto de voltar a tocar nesse ponto. Os closes, a forma que as tomadas são feitas é algo tão excepcional que você acaba muitas vezes parando pra apreciar bem mais a fotografia do que a música. Uma pena que Miles não esteja concorrendo a melhor Ator no Oscar, porém temos J.K Simmons nesse papel ABSURDO para poder compensar isso. O roteiro do filme é excelente, te entrega o que você quer e ele acaba se amarrando de uma forma que você acaba percebendo aos poucos, e com viradas dentro da história que você acaba não acreditando. O ato final do filme, pelo menos para mim, representa tudo o que esse filme é e o que ele desejava passar. A obsessão, o suor, o trabalho e as lágrimas de dor sempre serão recompensadas por mais que demore a acontecer. Você tem que simplesmente esperar as coisas entrarem no ritmo (outra piada ruim com o filme, desculpa HAHA) e acreditar em si mesmo e em seu poder de se superar. 


O filme acabou se tornando meu favorito ao Oscar ao lado de Birdman e Grande Hotel Budapeste. Porém, tenho um carinho bem maior por Whiplash. Não sei se é por eu também ser músico (não tão bom, diga-se de passagem) ou se eu entendo o que é se superar, ficar noites, horas acordado tudo em prol de um objetivo que talvez não seja alcançado, que poucos irão entender o por que ele é tão importante para você, e muitas vezes ser incompreendido por aqueles a sua volta e mesmo que eles não entendam o motivo pelo qual você quer fazer isso e acaba sendo desacreditado, você continuará fazendo e quem sabe, mostrar pra eles que você estava certo o tempo todo.

Nota: 10/10 

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