Batman v Superman is 153 minutes of a grown man whacking two dolls together





I haven’t been a full-time film critic since 2011, and in my free time these days I mostly watch Canadian home remodelling shows and listen to audiobooks for 12-year-old girls, so maybe I’m just out of the loop. Did we stop making movies with characters and plots? Has the movie-going public lost their taste for story arcs wherein characters who have earned our investment do interesting, new things that make sense? Has the definition of “movie” changed from “motion picture story that a human wrote on purpose” to “700 only tangentially related 12-second grey and red vignettes”? Because I’ve just come from Batman v Superman, which isn’t a film in any sense that I’m familiar with, but rather 153 minutes of a grown man whacking two dolls together, with character profiles ranging from “depressed statue” to “depressed explosion”.

Did someone ask for this? Are we happy with this?

We open with Bruce Wayne’s parents dying, AGAIN (oh, do Bruce’s parents die? I hadn’t heard) – several minutes of slow-motion gun porn that could have been used to give Bruce, or anyone in this film, an actual personality, but nah. Bruce runs away from his parents’ funeral and immediately falls in a hole where he is lifted up in the air by a tornado of frenzied, disgusting bats. Then he gets rabies and dies. I wish. (Hey, can somebody please get Bruce some therapy? I’m not sure where “hanging out with Alfred in a basement for 30 years” falls on the spectrum of self-care, but it can’t be good.)

What actually happens is that Ben Affleck wakes up, panting, and the bat-nado was all a dream! – a device that will happen nine million more times in this movie. At one point, Affleck wakes up from a dream and realises it was all a dream, and then wakes up from a dream again, because that dream was all a dream too. Batman v Superman, unfortunately, is not a dream. It is really happening to you.

Cut to downtown Gotham City, which is apparently just across “the bay” from Metropolis (oh, OK), and is currently being completely douched by the climactic action scene of Man of Steel, B v S’s predecessor. In perhaps the movie’s only interesting conceit, we get to see what Superman’s epic battle with General Zod (or any superheroics on a world-saving scale) would look like to a random human being on the ground: carnage, destruction, death, fire, chaos, rubble and the lamentations of parentless children. Super!
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As Affleck watches from the street, one of the flying Kryptonians’ naughty laser eyes shears the Wayne Enterprises skyscraper right in half, killing all of his beloved corporate employees instantly. Ugh, Affleck hates that Super guy now! He is going to figure out a way to versus him to death, for sure!

Cut to an island somewhere. An old white dude finds some kryptonite. He is never mentioned again.

Cut to Africa somewhere. Lois Lane is interviewing a warlord. “They did not tell me the interview was with a lady,” he says.

“I’m not a lady, I’m a journalist.” #FEMINISM.

Cut to the US Congress, where a committee is considering putting Superman on trial for not saving the world good enough. “The world has been so caught up in what Superman can do,” Holly Hunter says, “we haven’t stopped to ask what he should do.” Nobody seems to notice that those words mean nothing.



Cut to Lois Lane’s apartment, where she is taking an erotic bath, because that’s what women are for. Romantically, to prove that he is Superhorny even though Congress is being a total boner-killer, Clark Kent climbs in there with her fully clothed, displacing many gallons of water into their downstairs neighbour’s ceiling. One wonders when director Zack Snyder last had a landlord and a security deposit.

Cut to Lex Luthor yelling about something.
 
Cut to Clark pitching a Batman exposé to his editor, Laurence Fishburne. “Nobody cares about Clark Kent taking on the Batman,” Fishburne scoffs. If only Snyder had read his own script before starting production.

Cut to – oh my God. We are only 10 minutes into this movie. Long story short, Batman and Superman fight. Everything explodes. Fin.

One of the great beauties of comic books, as a form, is their expansiveness. These stories sprawl over decades, reboots, hundreds of writers, thousands of issues. The cumulative result is a depth of character that you simply can’t achieve in other mediums, even television. Even wildly divergent characterisations feed into that underlying pool of human complexity – comic books can get away with massive action set pieces because they have put in the work to make you care. That’s why bad superhero movies are so bad: they flatten the genre not just into mediocrity, but into a direct foil of its most powerful appeal. This is Naming Rights: The Movie.

What a waste

Tradução


Eu não tenho sido uma crítica de cinema em tempo integral, desde 2011. E no meu tempo livre, na maioria das vezes, eu assisto programas canadenses de remodelagem da casa e ouço audiobooks para garotas de 12 anos de idade. Então talvez eu simplesmente esteja fora do círculo. Nós paramos de fazer filmes com personagens e roteiros? Teria o público que vai ao cinema, perdido o gosto por arcos de histórias em que personagens mereçam o nosso investimento e interesse por coisas novas que fazem sentido? Teria a definição de "filme," mudada de "história cinematográfica que um ser humano escreveu de propósito," para "apenas 700 tangencialmente relacionados à 12 segundos de cinza e vinhetas vermelhas"? Porque eu vim de Batman v Superman e, em nenhum sentido, é um filme que estou familiarizado. Mas sim, 153 minutos de um adulto batendo (entenda como quiser) em duas bonecas. Com perfis de personagens que variam entre "estátuas depressivas" e "explosões depressivas!"

Alguém pediu por isso? Estamos felizes com isso?

Começamos com a morte dos pais de Bruce Wayne, novamente (oh, os pais do Bruce morreram? Não ouvi) - vários minutos de um tiroteio pornô em slow-motion, que poderia ter sido usado para dar à Bruce Wayne ou qualquer outro personagem, uma verdadeira personalidade, mas não. Bruce foge do funeral dos seus pais e imediatamente cai num buraco onde é levantado por um tornado de frenéticos e nojentos morcegos. Em seguida ele pega raiva e morre. Eu desejei. (Hey, alguém por favor pode conseguir uma terapia para o Bruce? Eu não estou certo onde "permanecendo por 30 anos num porão com o Alfred, cai no espectro de coitadinho, mas isso não pode ser bom!)

O que realmente acontece é que Ben Afleck acorda, ofegante e percebe que a cena com os morcegos foi tudo um sonho. Um padrão que se repetirá neste filme mais nove milhões de vezes. Num ponto, Affleck acorda de um sonho e percebe que era tudo um sonho, então ele acorda de um sonho novamente, porque este também era um sonho. Batman v Superman, infelizmente, não é sonho. Isso está realmente acontecendo.

Corta para o centro de Gotham que, aparentemente, é cruzando a baía de Metrópolis (oh, beleza) e está sendo tomada pela climática cena de ação de Man of Steel, Batman v Superman é predecessor. Possivelmente o único conceito interessante do filme. Vemos o que a épica batalha do Superman com o general Zod (ou qualquer outro super-herói em escala mundial) parecia para um humano aleatório que está no chão: carnificina, morte, destruição, fogo, caos, escombros e crianças sem pais. Super!

Affleck viu da rua, Criptonianos lançarem seus maldosos raios óticos e partirem ao meio o arranha-céu da Wayne Enterprise; matando instantaneamente os seus queridos funcionários. Affleck odeia o Super agora. Ele descobrirá uma maneira de rivalizar com Super e matá-lo, com certeza.

Corta para um ilha em algum lugar. E um velho branco encontra alguma Criptonita. Ele nunca mais será mencionado.

Corta para África, em algum lugar. Lois Lane está entrevistando um senhor da guerra. "Eles não me disseram que a entrevista seria com um lady!" Ele diz

"Eu não sou uma lady, sou uma jornalista!" #feminismo

Corta para o congresso americano, onde um comitê está considerando levar o Superman à julgamento, por não salvar o mundo suficientemente bem. "O mundo está preso no que o Superman pode fazer." Diz Holly Hunter. "Nós não paramos para perguntar o que ele deve fazer!" Ninguém parece notar que estas palavras nada significam.

Corta para o apartamento da Lois Lane, onde ela está tomando um banho gostoso. Porque é para isso que as mulheres estão ali. Romanticamente, para provar que ele é o super-tesão. Mesmo que o Congresso o considere um super assassino. Clark Kent entra na banheira, jogando galões de água no teto do seu vizinho de baixo.

Corta para Lex Lutor, gritando sobre alguma coisa. 

Corta para Clark Kent, expondo o Batman para o seu diretor do jornal, Laurence Fishburne. "Ninguém se importa com Clark Kent encarando o Batman!" Exclama Fishburne. Se pelo menos Snyder tivesse lido o seu roteiro, antes de começar a produção.

Corta para - oh my God, temos apenas mais dez minutos de filme. Encurta esta longa história, Batman e Superman lutam. Tudo explode. Conclui o filme. Créditos

Uma das grandes belezas das hqs, como forma, é a sua expansividade. Estas história atravessam décadas, reboots, centenas de escritores, milhares de questões. O resultado acumulado disso, é a profundidade nos personagens que você não consegue alcançar em nenhum outro ambiente, mesmo a televisão.
Mesmo caracterizações amplamente divergentes, alimentam essa piscina subjacente da complexidade humana. As hqs podem fugir disso com partes massivas de ação, porque eles têm que colocar isso no trabalho, para fazer você se importar. Isto é porque filmes de super heróis ruins, são tão ruins: Eles achatam o gênero, não apenas com mediocridade, mas numa direta frustração da sua mais poderosa atração. Isto se chama: O filme

Um completo desperdício!


O que vosmecê achou disso? Bom, esse texto foi escrito por Lindy West, escritora, editora e artista. Foi publicado no jornal The Guardian, um dos mais conceituados jornais britânicos. Coloquei na íntegra, pois achei a resenha mais sincera e sucinta sobre o filme. Muitos vão concordar com a escritora, mas com certeza, muitos outros ficarão frustrados e até irritados com isso. E teve gente dizendo que exagerei na minha crítica. Bom, uma coisa é certa: Quando uma jornalista do The Guardian escreve um texto como este, sobre um blockbuster de milhões de dólares; alguma coisa deixou muito a desejar! Valeu


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