Cine Privê: Os jovens de hoje jamais entenderão!


Ah, anos noventa... que saudade!
Os "trintões" sabem do que estou falando. Década de noventa, época em que o amor sempre vencia. Não tinha briga no facebook e ninguém saía na mão por causa de política. É claro que existiam as preferências por partidos, mas era tudo resolvido ali... "na namoral, no par ou ímpar."

Tempo em que um VHS dos Cavaleiros do Zodíaco era ouro e a fita cassete do Legião Urbana era item indispensável nas festas na casa do primo mais velho. E o melhor de tudo, naquela época todos conseguiam se encontrar sem utilizar o whatsapp. Era só marcar ali... em frente às Lojas Americanas. Não tinha erro.

Whatsapp? Pift

Sim, tudo era maravilhoso. Mas para os jovens da época ainda não era o bastante. Ainda faltava alguma coisa. Adolescentes que estavam entrando na puberdade necessitavam do mais básico para a idade: PEITINHOS.
Hoje em dia dando um Ctrl T e digitando xvideos tudo se resolve. Porém, há vinte anos atrás tudo era mais tenso. A internet era praticamente inexistente e as revistas nas bancas de jornais eram caríssimas - isso quando o jornaleiro não era amigo dos seus pais e caguetava quando você queria dar uma investida em alguma Sexy ou Playboy.

Sem internet e com as revistas fora das possibilidades, só uma coisa salvava os jovens ardentes da época: Cine Privê.


Para quem não sabe: Cine Privê era uma sessão da Bandeirantes que exibia filmes "eróticos." Com um acervo de praticamente três filmes que se repetiam rotativamente, era o mais próximo que tínhamos dos atuais sites pornôs. Mas, não se engane, quando digo o "mais próximo," é apenas figura de linguagem. O Cine Privê era a Banheira do Gugu sem a parte de cima do biquíni. 

É verdade que não tínhamos muita variedade na programação, os filmes se repetiam aos montes - certa vez o mesmo filme passou três sábados seguidos - mas ninguém ligava. Ninguém se importava. Primeiro que se alguém conseguisse assistir ao Cine Privê continuamente sem ser pego pelos pais, seria o "Rei da Semana" no colégio. Segundo que era aquilo ou nada. Não existia segunda opção. A alegria e o perigo estava ali, na tela da Bandeirantes.  



Então depois de driblar toda a resistência dentro de casa, conseguir acordar no horário exato dos filmes e, o mais importante, assistir tudo no mute, a vitória estava completa e só restava aproveitar todo aquele deleite. No Cine Privê tínhamos a Emannuelle (interpretada por três atrizes diferentes) como estrela maior. A visão dos telespectadores da época, vulgo adolescentes pegando fogo, era a seguinte: 

Cenas de roupas íntimas = Festa e alegria.

Cenas de peitinhos = Satisfação e engrandecimento no colégio na segunda-feira.

Cenas com alguns pelos pubianos = Clímax (literalmente).

Os jovens de hoje jamais entenderão, mas o Cine Privê era muito mais do que uma sessão de filmes. Era o significado de liberdade, a "Profissão Perigo." Tudo isso se tornou obsoleto, mas a nostalgia e as lembranças são inesquecíveis. Tal como a seleção de 82 será sempre a melhor, a década de 90 será a eterna época dos sonhos.

Até a próxima!!!!!!!!!