Mercado de Quadrinhos e Mangás no Brasil podem morrer se sumirem das bancas

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Então,  nos fizemos uma matéria sobre como o monopólio da distribuição em quadrinhos pode acabar com o mercado de bancas de quadrinhos, agora o fim do mercado das bancas está próximo e pode prejudicar o acesso as pessoas a quadrinhos e mangás.
O Mangá simplesmente é um estilo de quadrinhos, assim como Fumetti é um estilo de quadrinhos italianos, as pessoas costumam diferenciar, mas é tudo quadrinhos, o titulo foi exatamente para atrair o grupo que ao que parece tenta diferenciar quadrinhos de mangás.

Você pode conferir a nossa postagem sobre o monopólio da distribuição de quadrinhos aqui , atualmente a DINAP possui o controle de 90 por cento de toda a distribuição nacional, já que o CADE autorizou a fusão das duas maiores empresas de distribuição do Brasil por não considerar isso um monopólio de mercado em 2007.

Os efeitos aos poucos foram sentidos, pois a empresa somente começou a entrar em funcionamento de fato em 2016, com esse controle a DINAP pode acabar com o mercado de quadrinhos em banca.

Atualmente, o Grupo Abril tem 100% da distribuição nacional de produtos editoriais para bancas de jornal. E agora ameaça a sobrevivência de empresas menores, regionais, ao impor um esquema abusivo de repasses. O Jornal GGN encontrou o termo de liberação junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que permitiu o monopólio.  Em 11 de outubro de 2007, o Grupo realizou uma grande operação de fusão das duas maiores distribuidoras de revistas do país - a Dinap (Distribuidora Nacional de Publicações) e a FCD (Fernando Chinaglia Distribuidora). Criou-se, assim, a DGB Logística SA que passou a concentrar a totalidade da distribuição indireta de produtos editoriais.

Editoras e entidades alegavam risco à concorrência, pois nesse cenário, a Abril estaria “em condições de cobrar preços supracompetitivos na distribuição indireta de revistas e de fechar esse mercado a terceiros”.  Além do monopólio de distribuição indireta, haveria conflito de interesses - a Abril estaria realizando integração vertical entre a distribuição e a edição de revistas. Isso porque o grupo tem mais de 50% do mercado de produção e ficaria com todo o mercado de distribuição.

O que isso tudo quer dizer? A ABRIL através da DINAP poderá definir o valor que quiser para o repasse dos valores dos produtos vendidos em bancas, tornando inviável o mercado de quadrinhos no brasil em banca ( seja quadrinhos americanos, mangás, etc), isso tornaria quase impossível o acesso da maioria dos brasileiros a quadrinhos, já que a maioria das cidades com menos de 500 mil habitantes tem apenas uma banca (que mal traz quadrinhos), sendo assim a maioria das lojas especializadas em quadrinhos ficam nas grandes cidades ou capitais, cobrando um preço absurdo de diversos lançamentos, ou pior ainda os quadrinhos ficam restritos a livrarias.

Isso pode causar um retrocesso total na vendagem de quadrinhos, levando a extinção de bancas de revistas e até mesmo dos poucos Sebos de quadrinhos existentes, ao que parece os grandes sites sobre o tema ficaram calados ou até mesmo gostaram da ideia do mercado de quadrinhos ficar restrito a lojas especializadas ou livrarias, dizendo que o quadrinho no brasil conquistou "seu lugar de direito".

A queda dos quadrinhos nos EUA começaram a cair entre outros fatores, o fato da Diamond  ter conseguido o monopólio da distribuição, o que forçou uma divisão injusta dela com as bancas e quase extinguiu os quadrinhos em bancas de revistas ou lojas de conviniencia nos EUA, pelo fato dos quadrinhos terem sido considerado apenas uma parcela de revistas e periódicos nos EUA, sendo assim não considerado um monopólio pela suprema corte das distribuições de material cultural, já que quadrinhos seria apenas uma pequena parcela, até hoje o mercado de quadrinhos sente a dor dessa decisão, que resultou na quase completa extinção dos quadrinhos em bancas.

A renda media do americano proporciona que ele possa por hobby comprar quadrinhos em lojas especializadas ou em livrarias, mas nos pobres brasileiros ainda vamos sofrer muito mais com a decisão de 2007, cujos efeitos ainda iremos sentir, como por exemplo diversas editoras vão sofrer com fracas vendas pois vão perder grande parte do mercado nacional (que mal conseguia escoar corretamente nas cidades menores) e agora praticamente deixará de existir com essa medida.