Marvel:Editora de quadrinhos passa por grave crise

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Somente nos anos 90 foi que  a editora passou por uma crise tão grande
Depois das denuncias de uma suposta fraude nas vendas feita pela editora, para assim parecer que vendeu mais do que a realidade, como podem ver aqui, ao que parece as vendas despencaram depois da tática de mudanças bruscas dentro da editora.

No fim da última semana, diretores do alto escalão da Marvel se reuniram com lojistas de quadrinhos nos escritórios da Marvel, em Nova York. O objetivo do encontro era assegurar que a editora está trabalhando em conjunto com seus parceiros, com o discurso de que a Casa das Ideias utilizará uma comunicação mais efetiva, com o objetivo de atrair leitores casuais para as lojas. Ao todo, 14 dos maiores lojistas de quadrinhos, de diferentes localidades dos EUA (e um do Canadá), participaram da reunião, a primeira dessa grandeza desde a crise financeira da Marvel nos anos 1990.

A cobertura da atividade foi delegada a apenas um veículo de comunicação, o site de cultura pop e tecnologia ICv2. O que a princípio parecia ser apenas mais um encontro de cunho corporativo se revelou, no entanto, uma grande quantidade de informações a respeito da conturbada relação entre os acionistas e a Marvel – e de como isso afeta e determina os rumos criativos da editora.

Com a queda das vendas da Marvel, a crise tomou conta da editora de quadrinhos, mas não afetou tanto ela, devido ao fato de que a Disney (a dona da editora) injeta dinheiro nela e explora comercialmente seus personagens em outras mídias, especialmente nos filmes.


Entre os principais pontos de descontentamento revelados pelos lojistas, estão:
  • Descaracterização dos personagens clássicos, e a consequente aposta em personagens de legado pertencentes a minorias;
  • Excesso de eventos grandiosos, que a todo momento reiniciam a linha de revistas da editora, gerando desgaste nos leitores;
  • “Gerenciamento de talentos”, ou seja, o recrutamento das equipes criativas que trabalham nas publicações carro-chefe da editora;
  • Políticas editoriais, como preços de encadernados e ausência de séries limitadas.
Um dos principais tópicos da discussão foi a quantidade de personagens de legado que estão habitando as páginas dos títulos carros-chefe da Marvel, seguidos da descaracterização de marcas clássicas da editora, como Capitão AméricaHomem de FerroThor e Hulk.
A avaliação dos varejistas é de que os leitores de quadrinhos não querem isso, pois são apegados às caracterizações clássicas de seus personagens favoritos. Portanto, eles não estariam interessados em “mensagens políticas” inclusas nessas histórias.
Isso estaria afetando diretamente as vendas da Marvel, que não apenas tem caído nos últimos meses, como tem mostrado desvantagem em relação à sua concorrente direta, a DC Comics para ser, efetivamente, a líder consolidada de vendas no mercado estadunidense a partir da iniciativa Rebirth (Renascimento, no Brasil). Vale lembrar que Rebirth se propôs a recuperar antigos valores da DC e da indústria, valorizando as caracterizações mais clássicas de seus personagens, exatamente o contrário do que a Marvel tem feito
Os novos 52 passaram por um momento de crise semelhante, o que obrigou a DC a voltar atrás e criar o Renascimento, adotando as personalidades clássicas de seus personagens, ao que parece os editores da Marvel pensam em adotar agora uma tática semelhante para se recuperarem dessa grave crise.