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Crítica Filmes Oscar 2018 - Lady Bird




    Estreando a sessão que comenta os filmes indicados ou vencedores do OSCAR 2018


   
   Começo os posts da minha maratona de indicados ao Oscar 2018 com Lady Bird, filme de 2017 indicado a 5 estatuetas, incluindo melhor Filme e Roteiro Original, além de ter vencido 1 Globo de Ouro (Atriz Coadjuvante). A temática do filme é simples, uma história sobre a transição entre adolescência e maior idade de uma garota cheia de ideologias. Mas o roteiro reserva muita profundidade a premissa inicial. Primeiro é um filme que retrata os dramas cotidianos que muitas famílias possuem, de problemas de relacionamento entre pais e filhos, descobrimento da sexualidade, medo do futuro, pressão familiar com relação as escolhas de profissão e outros. Este é o toque especial, o filme cabe muito bem para retratar o contexto de grande parte dos adolescentes e o faz.

     Um dos trunfos é a atuação da atriz principal, Saoirse Ronan, que entrega uma personagem que tem todas as incertezas e não denota um comportamento artificial. Ela sofre, demonstra timidez, espanto, dualidade, ímpeto e inocência. É um misto de tudo aquilo que permeia a mente adolescente. Seu 'nome' por exemplo, um alto de rebeldia comum na idade, ela criou uma própria identidade - Lady Bird - para não se chamar pelo nome dado por seus pais. Soma-se a isso um bom elenco de apoio determinando uma série de conflitos que Lady Bird enfrenta em sua casa. O filme trata muito sobre um relacionamento alquebrado entre mãe e filha, onde descobrimos que a mãe de Lady Bird leva em sua vida frustrações de coisas que sua mãe lhe fizeram. Em contrapartida o pai, visto por ela como um homem gentil e sereno, esconde de todos a frustração de problemas no emprego e da depressão.

   O público mais jovem tende a ter uma empatia com a história, que se desenrola em grande parte na escola,  mostrando um pouco do bullyng, dos interesses nos círculos de amizade e até mesmo da insegurança para emitir opiniões formadas sobre um assunto (quando não esta alinhado ao pensamento geral). Ainda assim o filme pode não agradar a alguns pelo contexto de certa maneira clichê, afinal filmes dessa temática não são tão raros. Percebo em Lady Bird a falta de compromisso ao falar de algo batido, e mais da imersão da Diretora e Roteirista Greta Gerwig em dar voz a seu filme. Apesar de não ser um filme brilhante ao ponto de obter um prêmio máximo no Oscar, é um filme cheio de nuances que trabalha bem vários 'facetas' da comédia, do drama e do romance, de maneira simples e verdadeira.


guest author area 51 Erick Cavalcante
Poeta amador, músico frustrado, colecionador de HQ,s, roteirista de histórias nunca lidas.Vive recluso em Asgard tomando hidromel e arquitetando posts que não dão views. Twitter/Facebook